As artes marciais mistas, ou MMA, têm ganhado uma enorme popularidade entre o público em geral, consolidando-se como um dos esportes mais queridos do mundo. Eventos de luta, como o UFC, uma das principais organizações desse gênero esportivo, são comuns e atraem multidões ávidas por ação e adrenalina.

Nesse contexto, o Esportelândia teve a oportunidade de entrevistar Diego Lima, um renomado treinador de MMA e uma das figuras mais influentes na formação de atletas no Brasil. Durante a conversa com o repórter Leandro Silva, Diego Lima contou qual é a essência das artes marciais e sobre como as pessoas estão perdendo ela. Além disso, revelou pelo que mata e morre. Confira!

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A caminhada de Diego Lima

A trajetória de Diego Lima é notável e inspiradora. Além de ser treinador de diversos lutadores de destaque, sua academia, a Chute Boxe Diego Lima, possui atualmente 10 atletas competindo no UFC, o que é um testemunho da qualidade de seu trabalho. A instituição vai além do treinamento de elite e se dedica a atender pessoas de todos os públicos, oferecendo programas de condicionamento físico e ensinando as artes marciais em sua essência.

O lema que norteia a filosofia da Chute Boxe Diego Lima é simples, porém poderoso: amizade, disciplina e respeito. Esses valores fundamentais são transmitidos a cada aluno, independentemente de seus objetivos dentro das artes marciais. A academia busca não apenas desenvolver habilidades técnicas, mas também construir caráter e respeito pelos oponentes, dentro e fora dos ringues.

Diego Lima e a Chute Boxe não apenas treinam atletas, eles compartilham uma jornada com seus alunos, desde o primeiro dia de treino até as conquistas e avanços ao longo do tempo. Celebrar o sucesso de cada um é parte fundamental desse processo, mostrando que o MMA não se trata apenas de lutas, mas também de crescimento pessoal e superação de desafios.

Diego Lima e suas inspirações

O treinador de artes marciais é uma figura importante no mundo das lutas, o seu trabalho vai além da formação de lutadores talentosos, estendendo-se à construção de valores fundamentais como amizade, disciplina e respeito.

Desse modo, ao construir essa relação, Diego Lima afirma que uma de suas inspirações por um de seus mestres: Rudimar Fedrigo. O técnico de Charles do Bronx não esconde a sua admiração e ainda abriu o jogo de como é a construção desses laços:

Me espelho muito no mestre Rudimar Fedrigo, é uma pessoa que tenho um respeito, carinho e amor muito grande, uma pessoa que eu devo muito por ter fundado a escola que hoje eu amo que eu faço parte, que eu mato e morro por ela”.

Diego Lima e a essência das artes marciais

Neste sentido, Diego Lima aplica o lema que ensina aos seus alunos: caminhar, viver a jornada do atleta com ele. Desse modo, o mestre de muay thai também mostra carinho com Cris Azeredo, seu mestre primário, agradecendo por estar com ele na sua trajetória. Além disso, ensina a essência das artes marciais, que também serve para a vida:

Comecei com ele aos 14 anos de idade, peguei a preta com ele, me tornei um leal mestre ao seu lado e assim sempre será. Porque eu acho que a essência de artes marciais é isso, é a fidelidade, é o respeito, então eu sou uma pessoa totalmente fiel aos meus, acho que assim é muito importante e se perdeu um pouco hoje”.

Em seguida, o mestre aponta um pouco da perda dessa essência nas artes marciais. Porém, mostra um fio de esperança na retomada desse processo e contou como se sente inserido nele:

Muitas pessoas profissionalizaram demais o MMA, futebolizaram demais o MMA, eu acho que é errado, eu acho que a gente não deve perder a nossa essência. Penso que é muito bonito, muito legal e me sinto bem em vê que aquele que me graduou na primeira vez me dá a última também. A última não, porque depois vem a preta, a mestre e a grão-mestre”.

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