Na manhã desta quarta-feira (26), Ayrton Senna alcançou mais um importante posto na sociedade brasileira. O vice-presidente do país, Geraldo Alckmin (PSB) sancionou a lei nº 14.559, tornando o ex-piloto de Fórmula 1 como um patrono do Brasil. A princípio, o projeto havia sido aprovado pelo congresso nacional em 2019, e pelo senado no último mês de março.
Relembre a emocionante vitória de Ayrton Senna em Interlagos, em 1991
Ayrton Senna, patrono brasileiro
Com a viagem de Lula (PT) à Europa, o vice-presidente assume o comando do país pelo tempo necessário. Sendo assim, Alckmin foi o responsável por sancionar a lei que colocou Ayrton Senna entre os nomes classificados como patronos do Brasil nas mais diversas áreas sociais. Vale lembrar que o ex-piloto é o único a representar a área do esporte.
De acordo com a Agência Senado, patrono ou patrona, é a classificação concedida a brasileiros que tenham se distinguido “por excepcional contribuição ou demonstrado especial dedicação ao segmento para o qual sua atuação servirá de paradigma”.
O título só pode ser entregue a alguém que está morto há mais de 10 anos e deve ser sugerido por meio de um projeto de lei específico, com justificativa fundamentada para a escolha do nome do indicado.
Confira a lista completa de todos os patronos brasileiros aprovados pelo Congresso:
- Ayrton Senna, patrono do esporte
- Tiradentes, patrono da nação brasileira
- Duque de Caxias, patrono do Exército
- Machado de Assis, patrono das letras
- JK, patrono da urologia
- Oscar Niemeyer, patrono da arquitetura
- Tancredo Neves, patrono da redemocratização
- Chico Mendes, patrono do meio ambiente
- Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, patrono da arte
- Getúlio Vargas, patrono dos trabalhadores
- Paulo Freire, patrono da educação
- Carmen Velasco Portinho, patrona do urbanismo
- Rose Marie Muraro, patrona do feminismo
- Mário Covas, patrono do turismo
- Nilo Peçanha, patrono da educação profissional e tecnológica
- Florestan Fernandes, patrono da sociologia
- Eduardo Gomes, patrono da Força Aérea Brasileira
- Nelson Freire Lavenére-Wanderley, patrono do Correio Aéreo Nacional
- Jeronymo Baptista Bastos, patrono do desporto na Aeronáutica
- Aureliano Cândido Tavares de Bastos, Patrono dos Municípios Brasileiros
- Milton Santos, patrono da geografia
- Augusto Ruschi, patrono da ecologia
- Antonio Carlos Gomes, patrono da música erudita
- Tércio Pacitti, patrono da tecnologia da informação da Aeronáutica
- Aldo Augusto Voigt, patrono dos oficiais especialistas em controle de tráfego aéreo da Aeronáutica
- Luiz Gama, patrono da abolição da escravidão
- Jorge da Silva Prado, patrono do material bélico da Aeronáutica
- Padre Theodor Amstad, patrono do cooperativismo
- Paulo Autran, patrono do teatro Alberto Santos Dumont, patrono da Força Aérea Brasileira
- Dom Helder Câmara, patrono dos direitos humanos
- José Bonifácio, patrono da Independência
A escolha por Ayrton Senna
Decerto, o nome de Ayrton Senna parece unanimidade quando pensado para se tornar um patrono brasileiro. Afinal, o esportista fez história na sua carreira, elevando o Brasil ao patamar mais alto do automobilismo por três vezes, quando se sagrou campeão mundial nos anos de 1988, 1990 e 1991. O ex-piloto morreu em 1994, em um acidente durante um Grande Prêmio de Fórmula 1.