Nesta segunda-feira (01) o povo brasileiro se recorda do acidente do Ayrton Senna, que aconteceu há exatos 29 anos. Na ocasião, o piloto, considerado por muitos como o maior da história, chocou seu veículo contra um muro de concreto numa velocidade acima de 230 km/h.
O resultado da violenta colisão fez com que uma das rodas dianteiras do carro atingisse a área de cockpit, onde estava localizada a cabeça do brasileiro, causando assim uma morte quase instantânea.
29 anos depois do acidente do Ayrton Senna, o mundo do automobilismo sofreu grandes e positivas mudanças na segurança, algumas delas influenciadas diretamente pelo brasileiro. Dessa maneira, separamos abaixo as medidas de segurança adotadas após a morte do melhor piloto da Fórmula 1.
Detalhes do acidente do Ayrton Senna

O acidente do Ayrton Senna aconteceu na manhã do dia 01 de maio de 1994. No início da prova de San Marino, na Itália, o brasileiro bateu seu carro numa curva perigosa ainda na 7° volta.
A colisão, como dito anteriormente, fez com que Senna sofresse danos na cabeça. A equipe médica disponível atendeu o corredor no instante do ocorrido, entretanto, após algumas horas, foi constatado a morte do piloto brasileiro, com 34 anos.
De fato, o acontecimento chocou o mundo do automobilismo e fez com que a questão segurança fosse avaliada com mais atenção. Assim, novos equipamentos foram implementados visando prevenir este tipo de ocasião.
FIA Institute for Motorsport Safety (Instituto FIA para a segurança do esporte a motor) – 2004
Dez anos após o acidente do Ayrton Senna, a FIA (Federação Internacional do Automóvel) surgiu no mundo automobilístico com o instituto para a segurança do esporte.
O objetivo foi de implementar melhorias da segurança se baseando em pesquisas e desenvolvimento de tecnologias para causar menos fatalidades no desporto.
Aperfeiçoamento dos carros – Melhoras gradativas
Um dos marcos do acidente do Senna foi o impacto que causou a destruição do carro do brasileiro. Sendo assim, ao longo desses 29 anos foram estudadas melhorias capazes de apresentar modificações positivas no sistema de absorção de impacto.
Dois exemplos desses upgrades são as barreiras de pneus, que oferecem maior segurança aos pilotos, e as barreiras de energia.
Aperfeiçoamento do capacete – Melhoras gradativas

Ainda relembrando o trágico acidente com o histórico corredor brasileiro, o aperfeiçoamento do capacete do atleta veio sendo um ponto martelado nesses quase 30 anos.
Uma das mais recentes mudanças nesse sentido aconteceu em 2018, quando a FIA implementou as seguintes melhorias:
- Material do capacete mais resistente a altas temperaturas, chegando até 790 graus Celsius;
- Viseira com tamanho menor visando proteger ainda mais o piloto de objetos vindos da direção contrária;
- Proteção balística.
- Menor impacto lateral;
- Menor impacto no queixo;
- Mais segurança em situações de esmagamento.
Sistema HANS – 2003
O sistema HANS é um equipamento que faz parte do sistema do capacete do piloto. Seu objetivo é trazer segurança ainda maior para a região do pescoço do atleta.
O HANS trabalha como uma forma de distribuição de energia pós-impacto, deixando o pescoço menos sobrecarregado neste tipo de situação. Além disso, garante mais estabilidade para evitar movimentos bruscos e a hipertensão do músculo.
De fato, o HANS já era uma peça existente no ano do acidente do Ayrton Senna. O sistema já era comercializado em 1991, porém, não era obrigatório nas corridas. Após o fato com o brasileiro, a FIA realizou um pedido para a Mercedes trabalhar em um equipamento que fornecesse maior segurança para a região do pescoço.
Em 1999 surgiu a segunda versão do HANS, que já poderia ser usada em carros de Fórmula 1. Entretanto, foi apenas em 2003 que o piloto Fernando Alonso inaugurou o dispositivo no esporte.
Halo – 2018

Por fim, em 2018 foi implementado o Halo, o simples aparato que já salvou diversos atletas de sofrerem graves acidentes na Fórmula 1.
Por mais estranho que seja, essa peça que fica na frente do rosto do motorista é capaz de aguentar até 12 toneladas, de acordo com estimativas da FIA, e protege completamente a cabeça do piloto.
Mesmo que alguns fãs tenham consigo a opinião de que o Halo estraga a estética do carro ou diminui a visão do piloto, é fato que este pequeno adereço já foi suficiente para prevenir acidentes com Lewis Hamilton, Zhou Guanyu e George Russell, grandes nomes da Fórmula 1.
Além disso, há grandes chances do acidente do Ayrton Senna ter sido menos grave caso o Halo já estivesse sendo utilizado.
Por que não tem airbags no carro de Fórmula 1?
O carro de Fórmula 1 não tem airbags por dois motivos. O primeiro é relacionado ao peso que o automóvel ficaria caso tivesse o sistema implementado, que poderia diminuir sua velocidade total. O segundo é que quando a Mercedes cogitou implementar tal forma de segurança, o Hans surgiu como uma oportunidade tão boa quanto visando diminuir a gravidade dos acidentes sem interferir no desempenho do carro.
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