Antes de mais nada, aconteceu o GP de Mônaco da Fórmula 1 neste último fim de semana. Contudo, não é sobre a F1 que vamos falar nesta edição da coluna Boletim dos Boxes. Já que neste fim de semana, também em Mônaco, o fã de automobilismo brasileiro reforçou a  esperança de ver o país representado na maior categoria do automobilismo. E esta esperança saiu do volante do paranaense Felipe Drugovich Roncato.

Em suma, mais conhecido apenas como Felipe Drugovich, o paranaense de Maringá venceu a corrida principal da Fórmula 2. Assim, foi o 6º brasileiro a vencer uma corrida no principado. Este fato, por si só, já seria histórico. Entretanto, Felipe vem fazendo bonito no campeonato mundial da F2. Portanto, atraindo atenções de diversas equipes da F1.

Apesar de não pertencer a nenhuma academia de pilotos, Felipe Drugovich fez e está fazendo ainda mais seu nome em 2022. A saber, o brasileiro é o atual líder do campeonato mundial da F2, com 113 pontos. Além disso, está distante do 2º colocado (que atualmente é o francês Théo Pourchaire, com 81 pontos).

É possivel sonhar com Felipe Drugovich na Fórmula 1?

O fato de não pertencer a nenhuma academia de pilotos faz com que Drugovich tenha que batalhar ainda mais por uma vaga na Fórmula 1. Além disso, o histórico de pilotos vencedores da F2 que conseguiram ingressar na Fórmula 1 não favorece o brasileiro.

Em suma, dos últimos 3 vencedores da Fórmula 2, apenas Mick Schumacher (que venceu em 2020) está na F1. E muito desse ingresso na categoria se deve ao piloto já estar inserido na academia de pilotos da Ferrari, além do sobrenome Schumacher. Por fim, o vencedor da F2 em 2021, Oscar Piastri atualmente é piloto reserva da Alpine. Enquanto Nyck de Vries, vencedor em 2019, é piloto reserva da Mercedes e atualmente também compete na Fórmula E.

Portanto, mesmo se Felipe Drugovich vencer o campeonato mundial de pilotos da F2, a caminhada para a F1 não será nada fácil. Por isso, é sempre bom que olhemos com calma para o futuro de Drugovich. Sempre pensar corrida a corrida. Claro que uma vitória na corrida principal em Mônaco é muito empolgante. Porém, mesmo na F2, ainda há muita coisa pela frente. Apesar de Felipe já ter vencido quatro das 10 corridas que já aconteceram.

Vale lembrar que, desde 2017, quando Felipe Massa se aposentou da categoria, não há um corredor brasileiro na F1 (sem contar as duas corridas pontuais que Pietro Fittipaldi fez em 2020). Então, já são cinco anos sem Brasil na maior categoria do automobilismo.

Considerações finais

Neste momento, o brasileiro mais próximo de encerrar este jejum é Felipe Drugovich. Entretanto, é preciso ter muita paciência com o futuro do paranaense. Não por causa de seu talento. Já que isso, Drugovich tem de sobra e já provou isto diversas vezes. Mas, neste momento, o garoto de 22 anos não precisa desta pressão de ser o próximo brasileiro na F1. De ser o cara que vai encerrar este jejum.

Mas claro que a expectativa em cima de Felipe Drugovich é a maior possível. Nunca um brasileiro venceu o campeonato da F2. Entretanto, isto não é garantia de acesso para a F1. O mais provável é que ainda não tenhamos brasileiros na categoria em 2023. Porém, se Felipe conseguir se tornar piloto de testes ou até mesmo piloto reserva de alguma equipe da F1, para competir por uma vaga em 2024, já será uma grande vitória para o automobilismo brasileiro. Aliás, o que o piloto vem fazendo, já é uma grande vitória para o Brasil.