O basquete nos EUA é um sonho para muitos jovens e Kauê Martins luta para seguir investindo nesse objetivo que já carrega capítulos inspiradores.

Na busca incansável pelo sucesso e pela realização pessoal, é possível acompanhar histórias inspiradoras que capturam a essência da resiliência e do comprometimento.

Confira a história de Kauê Martins, um talentoso jogador de basquete com uma jornada de superação, além da busca por um sonho que vai além das quadras.

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Basquete nos EUA: a história por trás do sonho americano

 

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A exclusiva com Kauê revela como o esporte, a educação e a perseverança podem se unir para moldar uma trajetória incrível.

Minha família toda em si passou pelo esporte. Minha mãe e meu tio jogaram vôlei, enquanto meu vô e minha tia jogaram basquete. Quando criança, fiz futebol, vôlei de praia, karatê, entre outras coisas.

Porém, eu gostei mais do basquete. Aos oito anos que comecei a jogar basquete. Parei por um tempo, mas aos 12 para 13 anos eu voltei a jogar…

Um pouco mais maduro e com uma vontade absurda de querer levar isso a sério, tentando ser um profissional na modalidade, pois já não via como um hobby.

Desde a infância, Kauê foi imerso em um ambiente esportivo, onde sua família respirava esportes e competições.

A paixão pelo basquete cresceu dentro dele e mesmo enfrentando desafios físicos e emocionais, o jovem encontrou sua paixão.

Essa jornada de descoberta e autotransformação começou aos oito anos, mas a vida apresentou obstáculos que o afastaram temporariamente do seu sonho.

Nessa época, minha mãe fazia magistério e trabalhava num estágio, recebendo 500 reais por mês.

Era uma fase muito complicada da nossa vida, a gente morava num local com dois cômodos (banheiro e a sala junto da cozinha).

Ela pagava 350, 400 reais mensal de aluguel e só sobrava o básico para a gente se alimentar…

Muitas vezes falo que eu não cheguei a passar fome, porque graças a Deus eu tenho o meu vô.

Ele é um pai, me inspiro muito nele, minha referência de tudo. Mas, de fato, a nossa situação estava muito difícil.

Retorno ao basquete

(Arquivo pessoal) kauê no arremesso
(Arquivo pessoal) kauê no arremesso

Como dito, Kauê voltou ao esporte na adolescência. Com a determinação reavivada, o jovem voltou ao basquete, agora com uma visão mais madura e uma convicção inabalável.

Seu talento e esforço não passaram despercebidos, o que o levou a representar equipes notáveis, mas o verdadeiro ponto de virada veio quando ele ingressou no Círculo Militar do Paraná.

Lá, Kauê aprimorou suas habilidades, aprendeu lições de vida inestimáveis sobre disciplina e autoaperfeiçoamento.

À medida que o tempo passava, apareceu o sonho de estudar e jogar basquete nos Estados Unidos, onde o esporte é uma paixão nacional e as oportunidades educacionais são vastas.

Eu comecei a jogar no São José dos Pinhais, representando o time de São José dos Pinhais.

Fiquei pouco tempo lá porque logo em seguida o Titãs, time da capital, também me chamou para jogar.

Não demorou muito e descobri que o círculo militar do Paraná ia fazer uma peneira para o time de basquete. Me arrisquei com alguns amigos e passamos. É aí que minha relação com o basquete muda de verdade…

A estrutura do círculo militar me ajudou a perder peso, a montar o meu corpo. Eles mudaram tudo, eu emagreci, ganhei massa, fazia treinos realmente bons para o meu preparatório… então eu chegava, saía da escola meio dia, chegava no clube uma hora, saía do clube às nove da noite, passando o dia inteiro no clube.

Dessa forma que consegui títulos estaduais, sul-americanos e etc. Em seguida, começou a minha vontade de vir para os Estados Unidos após ver alguns amigos do círculo militar vindo para o país.

A ideia deles fazerem o último ano de high school (ensino médio) ou até mesmo o college (faculdade), tendo em mente que a NBA fica aqui também… eu achei isso incrível.

A luta para jogar basquete nos EUA

Arquivo pessoal
Arquivo pessoal

Essa aspiração não veio sem desafios. A pandemia trouxe dificuldades inesperadas, mas Kauê Martins não desistiu. Sua família e amigos o ajudaram, traçando um caminho para o exterior.

Mandei cerca de 300 emails para várias junior colleges e dessas 300 só umas cinco me responderam. Mas sou um cara que não desiste fácil.

Então, achei uma agência de intercâmbio esportivo que me ajudou, a MVP. Através da MVP tudo foi mais fácil, me ajudaram bastante.

O problema eram os valores de visto, passaporte, passagem e entre outras coisas da universidade. Não recebi a bolsa de 100% também, uma full rate que eles falam aqui.

A falta de recursos financeiros ameaçou seu sonho. Uma mobilização conjunta de amigos e familiares iniciou uma vaquinha para apoiar Kauê, mas os desafios persistiram.

Quando recebi a proposta de vir pra cá, minha família e amigos começaram a mobilizar uma vaquinha para ajudar com os custos da viagem, entre outras coisas.

Porém, a arrecadação não foi muito alta, consegui menos de 10 % do valor que precisava. Minha família começou a buscar formas de viabilizar esse objetivo, então foi quando o meu vô conseguiu fazer um empréstimo.

Uma quantia que deu para fazer a viagem e pagar boa parte do meu semestre aqui. 

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Um sonho possível: o novo desafio de Kauê nos EUA

Arquivo pessoal
Arquivo pessoal

Hoje, Kauê Martins enfrenta um dos maiores desafios de sua vida: arrecadar fundos para concretizar seu segundo semestre nos EUA.

Seu comprometimento e paixão são inegáveis, mas o tempo é curto. A luta para levantar os fundos necessários tornou-se mais urgente do que nunca.

Quando você pensa em estudar fora, você pensa que vai ter um campus ou algo do tipo. A minha universidade não tem e moro na Califórnia, uns 30 minutos da minha universidade.

A Califórnia é cara, é o segundo estado mais caro para você viver nos EUA. Pago aluguel, dividindo a casa com mais quatro pessoas, mas ainda assim não é tão barato, pois tem a alimentação, entre outros gastos necessários.

Com essa dificuldade que começou minha situação de não ter todo o dinheiro para pagar o primeiro semestre. De fato, paguei mais da metade do semestre, porém ainda ficou uma pendência de 1.600 dólares, que convertendo para real está quase em 8 mil reais (7,938.88 reais).

Com essa pendência, só consigo me matricular para o segundo semestre e jogar basquete se pagar essa taxa. 

“10 mil reais daria, esse é o valor exato que eu preciso para pagar a pendência que tenho na universidade e me matricular para o próximo semestre”, disse o jovem.

Diante do desafio, Kauê tem também a situação do visto, pois se não pagar, pode perder o visto de estudante e ter que voltar para o Brasil.

O problema é que é um prazo muito curto. Minhas aulas começam já na próxima semana e eu consigo perder no máximo uma semana de aula, então eu teria uma semana ou duas para tentar juntar esse dinheiro e continuar estudando. 

Como ajudar Kauê a estudar e jogar basquete nos EUA?

Infelizmente a minha família não pode me ajudar mais, eles já me ajudaram bastante, meu vô já correu com muitas coisas, minha tia também…

Minha mãe está no Brasil desempregada… Acho que o desespero de uma mãe de ver um filho que conseguiu realizar o sonho dele, porém está prestes a quase perder o sonho dele, por causa disso é realmente tenso.

Foi ela que mobilizou essa nova vaquinha, eu não sabia. Não que me importe, não tenho vergonha, muito pelo contrário. Sou grato aos que estão ajudando, estamos tentando…

Cada pequena contribuição é uma etapa na jornada de Kauê Martins rumo ao sucesso e à realização.

O sonho de estudar e jogar basquete nos Estados Unidos não é apenas dele, mas de todos que acreditam na capacidade do esporte e da educação de transformar vidas.

Cada doação é uma peça no quebra-cabeça de um futuro promissor, não apenas para Kauê, mas para todos os jovens que se esforçam para alcançar seus objetivos.

Uma história de superação, perseverança e determinação. Através do basquete e da educação, Kauê está moldando seu destino e pode alcançar mais conseguindo o valor nessa arrecadação.

A saber, é possível ajudar pela chave Pix: (CPF) 131.503.029/27. Por fim, os contatos para ajudar e entender mais são através dos perfis de Instagram:

  • @elenmariamartins (mãe do Kauê)
  • @moontss_ (Kauê Martins)

+ Ponto fraco do Ramon Dino é exposto e surpreende!