Desde o seu início, a guerra entre Ucrânia e Rússia vem impactando o mundo de diversas maneiras. Dentro do país atacado, o sentimento é de resistência, os ucranianos seguem defendendo seu território de forma feroz e conseguiram impedir o avanço das tropas russas.
Guerra vem impactando o esporte
Como dito anteriormente, a guerra entre Ucrânia e Rússia vem causando mudanças nos esportes dos dois países. No futebol, as duas ligas foram desfalcadas com jogadores fugindo para outros países em busca de segurança novamente.
Além disso, muitos esportistas dos países estão lutando na guerra, o ministro do Esporte ucraniano Vadym Huttsait, afirmou que aproximadamente 262 atletas do país já foram mortos no conflito e 363 instalações esportivas acabaram destruídas.
Ministro que barrar atletas russos das Olimpíadas
De fato, em uma reunião com Morinari Watanabe, presidente da Federação Internacional de Ginástica, o ministro ucraniano afirmou que os atletas russos não deveriam marcar presença em nenhuma competição esportiva:
Todos eles apóiam esta guerra e participam de eventos realizados em apoio a esta guerra”, disse Huttsait, segundo uma transcrição no site do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy.
Primeiros esportistas mortos no conflito
Com pouco mais de uma semana dos ataques russos, as primeiras vítimas no mundo dos esportes já começaram, dois jogadores de futebol perderam suas vidas no prélio.
Primeiramente, o jovem Vitalii Sapylo, de apenas 21 anos, faleceu em combate enquanto servia o exército ucraniano. Dmytro Martynenko, de 25 anos, foi outra vítima, morrendo depois que o apartamento da sua família foi bombardeado.
Pilotos da F1 e outros esportistas se manifestaram contra o conflito

Assim que o conflito estourou no leste Europeu, diversos esportistas se manifestaram em apoio ao povo ucraniano. Sebastian Vettel foi um dos primeiros na F1 a comentar:
Acordei chocado com as notícias. Penso que é horrível vermos o que está acontecendo. E, claro, se olhamos o calendário, temos uma corrida programada para a Rússia. A minha opinião pessoal é que eu não deveria ir. Eu não vou. Penso ser errado correr naquele país. Fico triste pelo povo, pelas pessoas inocentes que estão perdendo a vida. Sendo mortas por motivos estúpidos sob uma liderança estranha, maluca”, afirmou o tetracampeão mundial em 2022.
Lewis Hamilton sempre muito ativo em causas sociais foi outro que usou suas redes sociais para criticar o conflito:
Quando você vê injustiça, é importante se posicionar contra ela. Meu coração está com todas as corajosas pessoas da Ucrânia, que estão enfrentando terríveis ataques por simplesmente escolherem um futuro melhor, e eu permaneço ao lado dos muitos cidadãos russos que se opuseram a essa violência e buscam paz, muitas vezes arriscando sua própria liberdade. Por favor, fiqem todos seguros. Estamos orando por vocês”, escreveu o heptacampeão.
Ainda na F1, Max Verstappen concordou com a exclusão do GP da Rússia do calendário da categoria:
Quando um país está em guerra não é correto correr lá”, afirmou o piloto da Red Bull Racing em entrevista para a Autosport.
No mundo do futebol, o zagueiro Sérgio Ramos do Paris Saint-German foi curto e direto pedindo o fim dos ataques russos:
Na Ucrânia, mais de 7,5 milhões de crianças estão em risco. O cessar-fogo deve ser imediato”.
En Ucrania, más de 7,5 millones de niños están en riesgo. El alto el fuego debe ser inmediato.https://t.co/VW3yD8fO8r pic.twitter.com/BOWRBvJ5zb
— Sergio Ramos (@SergioRamos) February 24, 2022
Por fim, o lendário ex-atacante ucraniano Andriy Shevchenko deixou uma mensagem pedindo apoio aos ucranianos:

Meu povo e minha família estão em perigo. A Ucrânia e seu povo querem paz e integridade territorial. Por favor, peço a você que apoie nosso país e exorte o governo russo a parar com sua agressão e violação do direito internacional. Queremos apenas paz. A guerra não é necessária. Guerra não é a resposta”, encerrou o ex-atacante.
Foto destaque: Icon Sport