Com a tecnologia das bicicletas cada vez mais avançadas, quem não se beneficia dos mesmos aparelhos, se sente em desvantagem.
Alguns ciclistas comparam a diferença com um carro de Fórmula 1. A velocidade é diferente e o esforço físico é notório. Confira mais a seguir.
Ciclistas questionam diferença de bicicletas: “tornou-se como a Fórmula 1″
É tão rápido que a menor diferença se torna muito importante. No pelotão, você vê o cara que anda na mesma velocidade que você, mesmo que não esteja pressionando os pedais com tanta força. — disse o piloto francês Axel Laurance.
A etapa de Paris-Nice aconteceu neste final de semana, mas um assunto que estava na boca dos competidores era a diferença de bikes.
Quem não tem a mesma tecnologia, pode ter o coração que for, mas eventualmente tende a ficar para trás, pois a diferença de peso, recursos e velocidade acopladas numa só bicicleta estão superiores a cada ano.
Outro piloto francês, Benoit Cosnefroy, compartilhou seu pensamento sobre as comparações. Cosnefroy entende que a bike continua uma bike, mas as diferenças de rodas, guidão, quadro, entre outros, tornam os concorrentes que possuem as melhores do mercado em super ciclistas.
Antes, todos tinham quase as mesmas motos. Hoje, há grandes diferenças. O quadro, as rodas, os pneus…
some tudo e você passa de um veículo de duas rodas de um comerciante a um foguete. O ciclismo se tornou como a Fórmula 1. — disse o piloto francês Anthony Perez.
Chefe de equipamentos da AG2R fala sobre relação com Fórmula 1: “Estamos chegando perto disso”
O francês Thomas Damuseau é um ex-ciclista e hoje comanda o núcleo de equipamentos da equipe AG2R. Quando perguntado sobre a diferença e o quão real é esse pensamento do ciclismo estar próximo da Fórmula 1, Damuseau disse ser uma distância bem menor hoje.
Em síntese, fabricantes de ambas as modalidades trabalham juntas atualmente. Só para ilustrar, a suíça BMC fabrica equipamentos para a AG2R. Assim como fornece seus serviços a Red Bull Racing e seus potentes carros.
Curiosamente, a UCI (Union Cycliste Internationale) proíbe ciclistas de usarem bikes que não estejam disponíveis no mercado para pessoas normais como você e eu. Isto significa que os interessados podem comprar bicicletas como a que o italiano Filippo Ganna usou para quebrar o recorde mundial de uma hora em outubro.
Em resumo, uma moderna bike com estrutura de fibra de carbono impressa em 3D com protuberâncias aerodinâmicas semelhantes a de tubérculos ósseos em nadadeiras de baleia jubarte.

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Foto destaque: Divulgação/The Express Tribune