Aquela frase “sorte no jogo e azar no amor” não se encaixa na vida desses dois. Larissa Gomes e o mais conhecido como Hulk do Nordeste, obtiveram destaque no Campeonato Carioca de Powerlifting deste último final de semana (29). O casal paraibano veio de longe, mas ambos chegaram ao pódio novamente.
Casal é destaque no Carioca 2023
Miguel, mais conhecido como Hulk do Nordeste, é casado com Larissa Gomes, que também compete no powerlifting. Ambos são referência no levantamento terra. Com a ajuda de patrocínios e da prefeita de Mamanguape, Eunice Pessoa, o casal viajou para disputar o Campeonato Carioca de Powerlifting.
Hulk teve destaque pelo Carioca no Powerlifting raw e Deadlift EQ, ambos até 100 kg. Foi eleito o melhor atleta da categoria Deadlift EQ. Pelo outro lado, sua esposa se sagrou campeã no Deadlift até 60 kg, além de ser a melhor atleta da categoria levantando pesos de 150 kg e 175 kg. Destaque para seu peso… Larissa pesa 57 kg, ou seja, levantou o triplo de sua pesagem.
Miguel teve uma felicidade ainda maior. O atleta é da categoria PcD, mas competiu na geral e ainda conseguiu sair como campeão.
Amor sem frenteiras
O casal veio direto da Paraíba para disputar o Carioca no último final de semana (29). Dentro do torneio tinham pessoas de outros estados e este casal foi um dos exemplos. O amor pelo esporte uni o casal nas viagens e fato é que Miguel se tornou o incentivador de Larissa no powerlifting.
Comecei através dele (Miguel). No esporte gostei muito do Terra e com muita humildade a gente foi batendo as marcas. Gosto do esporte, especialmente do Terra por causa da superação.
Você se força a levantar mais peso a cada evolução e quando o faz com alguém há esse incentivo coletivo de ambos quererem melhorar paralelamente. — disse Larissa Gomes.
Entre tantos torneios da dupla, só para ilustrar, Larissa já conquistou um Brasileiro enquanto Miguel soma conquistas de nível Mundial.
A união faz a força
Por fim, além da união do casal, o Carioca ficou marcado pela camaradagem dos concorrentes. Durante as pausas da competição para se recuperar, era possível ver uns oferecendo fontes de alimentos aos outros, mesmo sabendo que aquele alimento poderia ajudar o competidor a superá-lo.
Perguntado como a dupla vê esse clima amistoso, Miguel explicou com a maior naturalidade. Trazendo, de fato, o lado família que o powerlifting apresenta.
… (sobre estender a mão) Ah, isso é para todo mundo. Geralmente ando com leite condensado, por ser um carboidrato de rápida absorção. A gente tá nesse meio para isso, um ajudando o outro.
Igual no nosso dia a dia… quando um não tá no melhor dia, o outro para e volta do início. Sempre no tempo em que ambos conseguem performar.
Já teve dia que a gente ficou treinando mais de oito horas, por precisar parar e voltar para ajudar o outro. Se precisar, diminuímos as cargas, conversamos… sempre nessa ideia de um apoiar o outro. — finalizou o casal.
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