Por clubes, foi bicampeão do Campeonato Carioca com o Flamengo. Pela Seleção Brasileira, Nilo foi bicampeão Sul-Americano (1983 e 1985) e participou das Olimpíadas de 1984, além das Copas do Mundo de 1982 e 1986. Consagrado na história do basquete nacional, Nilo atendeu o Esportelândia para depor sobre o que significa o dia 12 de outubro, também comemorado o dia nacional do basquete.
Semana do basquete: exclusiva com Nilo Guimarães, ex-Seleção Brasileira de Basquete

Enfim, fizemos algumas perguntas a Nilo Guimarães e o próprio deu uma atenção a equipe do Esportelândia. Na sequência, acompanhe o bate-bola com o multicampeão por clubes e Seleção Brasileira.
- Recentemente você falou conosco que o basquete te prepara para vida de uma certa forma. Por toda a disciplina necessária para obter uma alta performance, além do desenvolvimento psicológico, enfim, essa relação com a vida. Como o esporte se mantém em você atualmente?
Eu parei de jogar em 1995, já tem faz um tempo que parei. Mas as lições que tenho em todos os negócios que entro, sociedade, trabalhos que eu participei… muitas vezes são reflexos, aprendizados que trago do basquete. No geral, é praticamente tudo. Não vejo minha vida sem o basquete.
- Quais atividades você pratica relacionadas ao basquete hoje?
Estou atuando no esporte diretamente hoje, estou empreendendo na área de vestiário esportivo e está sendo muito interessante essa vivência. Tive como atleta uma formação de atleta profissional. Com isso, entrei para política na área esportiva. Tenho a felicidade de participar de uma liga fantástica, LNB, que mudou bastante o cenário… é um desafio o tempo todo formar mais atletas, gerando mais oportunidades e tornando o basquete internacionalmente mais competitivo.
- Com sua experiência no desenvolvimento das ligas, como você vê o basquete nacional (clubes e Seleção Brasileira) nos próximos anos?
A gente tem se preparado muito, o nosso campeonato interno melhorou demais. É bem mais competitivo. Está melhor transmitido, além dos atletas, receberem oportunidades de jogar em outros países. Enfim, eu vejo com ótimos olhos a participação do Brasil daqui para frente. Ainda temos dificuldades, mas vejo melhoras futuras.
- Sua participação no time nacional foi em uma época forte, de lendários basqueteiros… como você. Os Estados Unidos são gigantes na modalidade, mas numa visão geral, passado e presente, como você vê a relevância do Brasil no basquete?
Tem mil dificuldades, mas o nosso país é maravilhoso, muito rico, o material humano nosso é espetacular e nosso basquete tem uma tradição. Enfim, a gente tem história, somos bicampeões mundiais, as gerações grandiosas… a minha geração é fantástica e as gerações antecessoras a nossa também fizeram história. Amauri, Vlamir, enfim, jogadores maravilhosos de diferentes épocas.

Foto destaque: Divulgação/LNB