Nos últimos ano os jogos eletrônicos têm alcançado um crescimento gigantesco, conquistado uma legião de fãs pelo entretenimento proporcionado. Desse modo, aliado com o avanço da tecnologia, foram surgindo novos jogo que levam experiências diferenciadas para as pessoas como: League of Legends, Valorant, Counter Strike, entre outros.
Neste sentido, surgiu a categoria dos e-sports, que vive um grande dilema entre ser considerado um esporte ou não. Além disso, a sua inclusão na Olímpiada, o maior evento poliesportivo do mundo, gera vários debates. Desse modo, Paulo Wanderley, Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), divulgou a sua opinião sobre o assunto. Confira!
O e-sports e a Olímpiada
A modalidade do e-sports é a categoria de competições que utilizam os jogos eletrônicos para serem realizadas. Desde o final dos anos 2000, o esporte eletrônico têm se tornado muito popular tendo até transmissões ao vivo. Dessa maneira, os torneios podem envolver jogadores amadores ou profissionais, individualmente ou em equipes.
Os gêneros mais comuns estão associados a jogos de estratégia em tempo real, tiro em primeira pessoa, esportes simulados e arenas de batalha. Com o surgimento de plataformas como a Twitch, o mercado global de e-sports gerou 906 milhões de dólares, em 2018, e uma audiência global de 226 milhões de pessoas.
Com esse crescimento absurdo, o e-sports está sendo sondado para constituir o quadro de esportes da Olímpiada, a principal competição do gênero no mundo. Historicamente, o torneio é realizado a cada quatro anos, sendo um grande evento poliesportivo internacional que teve início em 1896, em Atenas, Grécia.
O Comitê Olímpico Internacional (COI) é responsável pela organização dos Jogos, que cresceram ao longo dos anos, abrangendo um vasto número de esportes e competidores de diversas nações. A realização dos Jogos Olímpicos já aconteceu nos cinco continentes, sendo sediada em 19 países diferentes, inclusive no Brasil, em 2016.
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E-sports na Olímpiada
Como dito anteriormente, o mundo dos jogos eletrônicos está conquistando um grande espaço nos últimos anos, com alto público e entretenimento gerado. Porém, muitas pessoas ainda não consideram a modalidade como um esporte, gerando um grande debate que não mostra sinais de acabar muito cedo.
Sendo assim, um dos principais argumentos utilizados para a não associação como um esporte é que o e-sports não envolve todos os atributos tradicionais. Em entrevista ao Bola da Vez, da ESPN, Paulo Wanderley, Presidente do COB, apoiou essa narrativa e afirmou não poder ser favorável a adição da modalidade no quadro do Jogos Olímpicos:
Vai demorar um tempo para eles serem considerados esporte, eu não posso ser favorável. Por exemplo, eu não vejo você praticando o esporte com teclado e você baixar a sua taxa de triglicerídeos, como no esporte você consegue”.
Por outro lado, o mandatário da Entidade Olímpica Brasileira não esconde que o mundo do e-sports movimenta muito dinheiro e é uma grande oportunidade de negócio. Entretanto, disse que não entende a vontade da modalidade querer a inserção no mundo Olímpico:
É sim uma grande fonte de renda, é um meganegócio. Eles não precisam do mundo olímpico para se fortalecer, não sei por que essa vontade. Se eu fosse eles eu não faria, já atende o público deles, que está crescendo”.
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Aval do Comitê Olímpico Internacional
Com a popularidade do e-sports, este ano, o COI organizou a Semana Olímpica do e-sports, em Cingapura, entre os dias 22 à 25 de junho. O evento não contou com os principais jogos da categoria como: FIFA, Valorant, Fortnite, Free Fire, League of Legends, entre outros.
No quadro da Semana Olímpica do e-sports alguns dos jogos que estiveram presentes foram os seguintes: Tic Tac Bow, de Tiro com arco, WBSC e BASEBALL: POWER PROS, de Beisebol, Zwift, de Ciclismo, Virtual Regatta, de Vela, Virtual Taekwondo, de Taekwondo, e Tennis Clash, de Tênis. Todos eles possuem a modalidade nos Jogos.
Neste sentido, na entrevista, Paulo Wanderley afirmou não ser contra o e-sports, comentando até a participação na Semana Olímpica. Mas afirmou que não os veem como associação esportiva e sim empresas:
“Não sou contra. Eu fui assistir, fui o único presidente de Comitê Olímpico que assistiu à Semana Olímpica de e-sports. Nesse evento, com aval do COI, não tiveram os principais jogos do business deles. Não são associações esportivas, são empresas, é privado”.
Dessa maneira, o Presidente deixou claro que não quer brigar ou ir contra o mundo do e-sports. Inclusive, afirmou que se se o COI aprovasse a entrada da modalidade nos Jogos Olímpicos o Brasil montaria uma grande equipe:
Não estou brigando com os caras. Na hora que o Comitê Olímpico Internacional disser que vai ter, nós vamos fazer a melhor equipe do mundo aqui dentro do Brasil. Mas por enquanto, não. Enquanto o Comitê Olímpico não bater o martelo”.
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