Ao longo dos anos, os jogos eletrônicos foi conquistando cada vez mais as pessoas por causa do entretenimento proporcionado. Posteriormente, com a união entre o mundo dos games e a tecnologia, uma categoria esportiva surgiu, a do e-sports. Após o lançamento de jogos como Valorant, Call of Duty, Counter Strike, entre outros. 

Neste sentido, na Brasil Game Show, também conhecida como BGS 2023, o Esportelândia conversou com Aline Figueiredo, também conhecida como “Maka”, pró-player de Valorant e uma das principais criadoras de conteúdo do ramo. A streamer abriu o jogo sobre o preconceito enfrentado por mulheres no mundo do e-sports. Confira!

O evento BGS 2023

A Brasil Game Show assume a função de maior exposição de jogos na América Latina, atraindo entusiastas de todas as regiões do Brasil. Desde seu início em 2009, o evento consolidou-se como um dos principais acontecimentos de games no cenário global. Adicionalmente, a BGS mantém um notável compromisso social, tendo arrecadado e doado mais de 450 toneladas de alimentos ao longo de suas edições.

A 14ª edição da BGS está programada para ocorrer entre os dias 11 e 15 de outubro, nas dependências do Expo Center Norte, situado em São Paulo. Esse evento se estabelece como uma celebração em honra ao universo dos jogos e oferece diversas atrações, incluindo a presença de convidados internacionais, lançamentos, competições de e-sports e concursos de cosplay.

Dessa forma, os participantes têm a oportunidade de experimentar jogos que ainda não foram lançados, utilizar simuladores de automobilismo, encontrar profissionais do mundo dos e-sports e interagir com as principais empresas do setor. Nesse âmbito, a exposição funciona como um palco para os lançamentos de jogos eletrônicos, além de proporcionar espaço para estúdios independentes.

O preconceito no mundo virtual e Maka

O universo da criação de conteúdo e do entretenimento online tem crescido de uma forma avassaladora nos últimos anos. Com o lançamento de vários jogos e plataformas sociais, os jogadores foram adaptando e passaram a transmitir as suas partidas e a interagir com os usuários das redes.

Neste sentido, uma dessas pessoas foi Aline Figueiredo, que trabalha como jogadora e na criação de conteúdos de jogos virtuais. Maka, como também é conhecida, possui em seu hall de jogos Valorant, jogos de RP, entre outros, atualmente a streamer possui um canal na Twitch, onde conquistou 378 mil seguidores na sua página.

Porém, como todo lado podre do mundo, o e-sports possui preconceitos e muitos deles são direcionado ao público feminino. Sendo assim, Carlos Soares, perguntou a Maka se ela sofreu alguma resistência quando começou no mundo do e-sports. Aline abriu o jogo ao afirmar que se sente privilegiada por não ter tido grandes problemas com isso:

Eu ouso dizer que eu sou muito privilegiada. Eu tenho amigas que são do mesmo nicho que eu, Valorant, que já sofreram coisas absurdas dentro de uma partida ou a galera costuma menosprezar muito por ser mulher.

Eu graças a Deus eu não passei nenhuma situação constrangedora em nenhuma live, nem nada, sempre foi muito tranquilo para mim. Então, eu acho que eu sou privilegiada, sou sortuda”.

Por outro lado, Maka também chamou a atenção para o fato, de mesmo com o preconceito, a maior parte do público que consome conteúdos de jogos virtuais é feminino. Porém, houve uma queda, assim Maka alertou e lamentou sobre a toxicidade do ambiente:

Não senti resistência, apesar de como eu falei, ter amigas que às vezes, acabou de sair de uma partida super triste porque acabou de escutar coisa que não devia, e aí fico sentida por ela, mas comigo nunca aconteceu.

Mas eu sei que isso acontece com muitas meninas e isso é extremamente triste. Inclusive, no ano passado o maior público de jogos era mulheres, esse ano caiu. Então, a gente pelo menos tende a comparar muito com a toxicidade dos jogos andam tendo. Então, é cai bastante”.

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