A paixão pelo automobilismo e sua velocidade cativam um número crescente de entusiastas em todo o mundo. Contudo, não são todos que conseguem experimentar a sensação ou chegar perto de um veículo de corrida. Assim, a convergência entre o mundo dos jogos eletrônicos e a tecnologia proporciona essa vivência ao público em geral.

Nesse sentido, um dos eventos que aproxima os fãs dessa realidade é a Brasil Game Show, também conhecida como BGS 2023. A exposição de jogos acontece de 11 a 15 de outubro em São Paulo e reúne profissionais do setor, empresas e fã. Adicionalmente, apresenta diversas barracas para os visitantes, como os simuladores de corrida.

O Esportelândia esteve presente na feira e teve uma conversa com Fernando Albertoni, dono da Kings Simuladores, empresa especializada no ramo de simuladores para o mundo do automobilismo. Durante a entrevista conduzida por Carlos Soares, o profissional esclareceu o funcionamento da plataforma e o futuro do ramo. Confira!

A BGS 2023 e o mundo dos simuladores

A Brasil Game Show assume o papel de maior exposição de jogos na América Latina, atraindo entusiastas de todas as regiões do Brasil. Desde seu início em 2009, a BGS se estabeleceu como um dos principais eventos de games no cenário global, tanto no que diz respeito à quantidade de visitantes quanto à extensão de sua área.

A 14ª edição da BGS está marcada para os dias 11 a 15 de outubro, nas dependências do Expo Center Norte, situado em São Paulo. Este evento se consolida como uma festa em honra ao mundo dos jogos e proporciona diversas atrações, como a presença de convidados internacionais, lançamentos, competições de e-sports e concursos de cosplay.

Dessa forma, os participantes têm a oportunidade de experimentar jogos que ainda não foram lançados, utilizar simuladores de automobilismo e ainda ter contato com as principais empresas do setor. Nesse sentido, a exposição serve como um palco para os lançamentos de jogos eletrônicos, além de oferecer espaço para estúdios independentes.

Fernando Albertoni e o funcionamento dos simuladores

A BGS 2023 disponibiliza vários meios de entretenimento e aprendizado para o público presente. Neste sentido, uma das experiências ocorrem na estande de simuladores, onde os entusiastas do automobilismo podem se sentir um piloto profissional. Umas delas era a da Kings Simuladores, capitaneada por Fernando Albertoni.

Com o avanço da tecnologia, vários atletas do ramo da velocidade passaram a usar os simuladores para treino e aprendizado. Assim, Carlos Soares, repórter do Esportelândia, questionou Albertoni sobre como é a realidade que o equipamento consegue transmitir e como ajuda os pilotos. O dono da Kings apontou a parte do conhecimento prévio:

 Então, na verdade o simulador tem que ver qual deles que vai fazer essa função, mas uns 90% é real. Às vezes o carro que você coloca lá tem a mesma potência, a mesma cavalaria, mas não consegue ser a mesma coisa que um carro real.

Mas, ponto de frenagem, troca de margem, limite, lugares de ultrapassagem, é tudo real. Se tiver alguém aí que fala que não é, pode vir aqui que eu vou provar na prática se ele realmente funciona”.

Simuladores como aliado de grandes experiências

A plataforma eletrônica é muito utilizada por profissionais da velocidade, porém as pessoas de fora do ramo também podem usar os simuladores. A questão de público foi abordada por Carlos Soares que perguntou sobre a participação das pessoas e as experiências que elas conseguem ter com os simuladores.

Fernando destacou o crescimento das mulheres no meio e os custos que o mundo do automobilismo real possui ao usar os karts, que geralmente marca o início no mundo das corridas, como exemplo para o crescimento dos simuladores:

Ainda falo que uns 85% do público é voltado ao masculino, mas está entrando bastante meninas nos simuladores. Fui em um kartódromo em Roraima, onde tinha karts de crianças, de meninas que estão correndo. Então assim, está aumentando muito.

E quem conhece o simulador, como eu conheci, eu sonhei em ser piloto, só que o custo era extremamente alto. Hoje se você correr em um campeonato de Karts, você vai gastar mais do que em um simulador que você vai correr a vida inteira”.

Sendo assim, com o avanço dos simuladores e da tecnologia, a comunidade dos esportes virtuais cresce cada vez mais. Desse modo, a profissionalização do e-sports, e até o entretenimento acaba se beneficiando, visto que as pessoas conseguem criar renda a partir dos jogos. Assim, Fernando Albertoni falou como começa esse mundo:

Não tem como, qualquer pessoa que conhecer não amar, não apaixonar. Geralmente o pessoal vem, compram um volante simples prendem na mesa, aí passa um ano, colocou o pedal.

Aí daqui a pouco vai começar a participar do campeonato, quando você vai ver, a pessoa já investiu um dinheiro legal, está com um simulador bacana, está ganhando títulos nos campeonatos no meio virtual”.

A profissionalização do esporte virtual

Por fim, o dono da Kings Simuladores tocou no ponto de entrada das equipes do automobilismo físico que entraram no meio virtual. Destacando ainda mais a força da comunidade e do ramo, ao citar grandes empresas e até Max Verstappen, tricampeão da F1:

Hoje, você tem gente que ganha dinheiro com isso. Nossa equipe já tira salário e contrata pilotos, o João Piano é contratado. A Williams tem a equipe muito grande na comunidade do automobilismo virtual. O Max Verstappen é um amante do simulador, tem até no avião dele, e ele também tem uma equipe de corrida que  está disputando os principais campeonatos”. 

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