A brasileira Tatiana Weston-Webb é a única surfista representante do Brasil na categoria feminina no primeiro evento do ano, o Billabong Pro Pipeline, além de ter sido a única classificada com segurança até o corte do meio de ano do Circuito de Elite.

A atleta que está atualmente em quarto lugar no ranking devido ao seu desempenho na WSL Finals de 2022 falou um pouco sobre a nova geração feminina da Brazilian Storm, afirmando como acredita que não levará muito tempo antes que elas cheguem ao tour.

Não falta muito tempo para ter várias meninas representando o Brasil no tour, sabe? Eu acho que está vindo uma nova “tempestade” aí, que vai vir com muita força. […] Isso também me dá muito orgulho de ver, porque as meninas estão escolhendo o nosso país, né? E é isso. Eu não espero muito tempo não, porque eu sei que vai acontecer logo.

Tati citou surfistas como Laura Raupp, que ganhou o QS da Praia Mole (Florianópolis) ano passado; Sophia Medina, que foi levantou o troféu no pódio do Saquarema Surf Festival de 2022 e Bela Nalu, que tem em sua carreira o campeonato sub-14 do Brasileiro de Surfe.

Recentemente, outra surfista profissional da nova geração se juntou ao Brasil foi Luana Silva. Filha de pais brasileiros, mas criada em North Shore, na ilha de Oahu (HAV), a jovem surfista agora integra a Brazilian Storm, apesar de não ter se classificado para o WCT.

Tatiana afirma se inspirar em adversárias

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Tatiana se prepara para entrar na água no quarto dia de competições em Pipeline, 2022. Foto: Tony Heff/WSL.

Tati faz tem competido no WCT como brasileira desde 2018, mas já estava no tour há alguns anos, competindo pela bandeira havaiana. Desde então, ela já surfou contra surfistas de alto calibre como Carissa Moore (5x campeã mundial) e Stephanie Gilmore (8x campeã mundial), que ganhou seu último e mais recente título mundial em 2022. Em relação à elas, Weston-Webb diz se inspirar nas adversárias.

A Seph e a Carrissa sempre vão ser as melhores enquanto estão dentro do tour assim, sabe? Elas não estão piorando nenhum pouco, elas só vão só melhorando a cada ano. Então isso também me dá muita inspiração, porque eu sei que a cada ano que passa eu posso ficar melhor que nem elas, sabe? E com certeza eu tenho que ficar de olho nessas meninas aí, porque elas vão sempre ser, para mim, a maior competição por causa da experiência que elas têm.

E sobre Pipeline, o primeiro evento do ano, Tatiana tem boas expectativas sobre.

É o line up mais difícil no mundo na minha opinião. Então com certeza esse evento para mim é o mais difícil e sempre vai ser, mas, fora isso, eu me sinto super bem nessa onda. Eu acho que consigo superar o que eu fiz de ano passado, que foi o nono, não? Eu acho que eu consigo passar mais umas baterias aí e vamos ver o que vai acontecer.

O Billabong Pro Pipeline tem janela marcada para começar domingo (29), e vai até 10 de fevereiro. Tatiana irá competir na primeira bateria das classificatórias na categoria feminina, contra Caroline Marks (EUA) e Teresa Bonvalot (POR). Saiba mais sobre onde assistir a etapa aqui.

Weston-Webb expressa desejo pelo ouro olímpico

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Foto: Lisi Niesner/Reuters.

 

Tatiana ainda comentou sobre a classificação para as competições olímpicas de 2024 ser um de seus objetivos.

É com certeza meu objetivo também para esse ano é , além de fazer o corte e ganhar um título, me classificar para as Olimpíadas de Paris 2024. Vai rolar em Teahupoo que é uma onda bem pesada, e eu me sinto super bem nessa onda. Tem várias coisas acontecendo esse ano, mas é claro que meu objetivo grande e maior de todos é ganhar uma medalha de ouro. Eu sempre sonhei nisso, então isso é um grande objetivo meu também.

As Olímpiadas de Paris de 2024 têm data marcada para 26 de julho até 11 de agosto, e a modalidade de surfe será realizada no Tahiti, na Polinésia Francesa. O pico será Teahupoo, que já integra o WCT como uma das paradas do ano, sendo, além dos eventos havaianos, um dos mais esperados.

Foto em destaque: Jackson Van Kirk/WSL.