Neste final de semana, Bia Haddad está em Brasília para a disputa do confronto dos playoffs da Billie Jean King Cup. A atual 11ª melhor do mundo no ranking da WTA também comemora um feito especial.
Isso porque essa é a primeira vez que a tenista compete no Brasil desde 2016, quando participou do WTA Florianópolis e foi eliminada logo na estreia ao perder para a ucraniana Olga Savchuk, cuja competição era encarada como uma preparação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.
Desde então, a vida de Beatriz Haddad Maia sofreu uma reviravolta. De voltar para casa após sete anos, saiba tudo o que mudou na vida dela até aqui.
Bia Haddad se consolida no tênis em 7 anos
Na época do WTA Florianópolis 2016, Bia Haddad, então com 20 anos, ainda tentava se firmar entre as 100 melhores do mundo. Na categoria juvenil, a tenista já provou que seria um destaque, já que foi duas vezes vice-campeã de duplas no Roland Garros e uma vez semifinalista em Wimbledon.
As disputas nos circuitos profissionais começou em 2014, quando completou 18 anos. No ano seguinte, foi campeã de duplas em Bogotá, título que também levantou em 2017. Na categoria, também venceu Sidney (2022), Nottingham (2022) e Madri (2023).
No meio do caminho, Beatriz também passou por um recomeço na carreira. Em 2019, um exame antidoping detectou a presença de dois anabolizantes sintéticos. Ela acabou sendo afastada temporariamente até ser suspensa por 10 meses.
Seu retorno às quadras aconteceu em 2020, quando estava em uma posição muito baixa no ranking mundial e precisou brilhar no circuito da ITF para voltar a aparecer no top-100 da WTA, o que acabou acontecendo em 2021.
WTA à parte, ela também dois títulos no 125k e 24 no ITF. No simples, a tenista conquistou os WTAs de Nottingham, de Birmingham, ambos em 2022, nas quadras de grama, e a Elite Trophy, sendo esse seu maior caneco da carreira, levantado no final de outubro deste ano.
Fala, Bia Haddad ??️
Meti a blogueirinha, mas acabei descobrindo uma obsessão da bia… https://t.co/n5fkwmX3zy pic.twitter.com/GJzN2wwHUr
— Mariana Spinelli (@marianaspinelIi) November 10, 2023
A competição em Zuhai, na China, reuniu as melhores do ano fora do top-8. Aliás, 2023 tem sido especial para Bia Haddad, pois ela foi semifinalista em Roland Garros e se tornou a primeira atleta brasileira desde Maria Esther Bueno, em 1968, a alcançar tal fase em um Grand Slam.
Por conta disso, a tenista chegou a integrar o top-10 no ranking da WTA, melhor posição de um brasileiro desde Gustavo Kuerten, o Guga. De promessa do tênis nacional até a melhor atleta do país na modalidade, Beatriz falou sobre a importância de voltar a jogar em casa em entrevista ao portal Tênis Brasil:
“Fazia bastante tempo que eu não jogava em casa, e bastante coisa mudou. Eu aprendi muito e passei por diversos desafios e pedras pelo caminho. Posso dizer que sou completamente diferente de quando tinha jogado da última vez. E acho que também por isso que estava com bastante vontade de jogar na frente de todo mundo. Confesso que estava bem nervosa, não é fácil, mas receber essa energia é muito especial”.