O mundo do tênis é recheado com torneios com prestígios, um deles é a Copa Davis. O tradicional torneio é uma competição entre seleções que leva uma atmosfera única para os estádios. Em 2018, a Davis passou por uma reestruturação após uma parceria com o grupo Kosmos.
Um dos donos da empresa é o ex-jogador de futebol Gerard Piqué. O espanhol foi um dos responsáveis pela nova fase do torneio e abriu o jogo sobre a parceria. Confira!
A parceria entre Kosmos e ITF
Para contextualizar, em 2018, a ITF promoveu uma série de mudanças no formato da Copa Davis para a temporada de 2019. Algumas das alterações planejadas foram a mudança para uma fase final com sede fixa e definida antes do inicio do torneio. Além disso, esta etapa seria disputada por 18 equipes.
A saber, a Davis era famosa pelo formato de jogos eliminatórios ao redor do mundo, assim dava a oportunidade de mais pessoas verem os principais tenistas e em seu país. Desse modo, a reformulação não foi bem vista por uma parte dos atletas e fãs.
Por outro lado, 71% das federações votaram a favor das mudanças. Assim também, o novo formato também foi incentivado por Gerard Piqué e pelo empresário japonês Hiroshi Mikitani. Assim, o projeto foi comparado a uma Copa do Mundo de tênis e foi pensado para ser mais atraente a patrocinadores e a emissoras de televisão.
Ole, ole, ole, cada día te quiero más ?
To another 100 years of Argentinian passion in #DavisCup ??@AATenis pic.twitter.com/tWubZhU9s9
— Davis Cup (@DavisCup) June 22, 2023
Gerard Piqué elogia o desempenho da Kosmos
Inicialmente, a parceria pela administração da Copa Davis era de 25 anos, mas a união entre Kosmos e ITF foi desfeita no início deste ano. A motivação seria a rejeição de um novo acordo comercial. Em entrevista com o jornal Marca sobre esse tema, Piqué classificou a atuação conjunta como um sucesso retumbante:
“Acreditamos que o que fizemos com a Copa Davis é uma história de sucesso retumbante. Chegamos com uma competição decadente, que estava totalmente em baixa. E a nível esportivo, econômico e, sobretudo, de audiências, demos a volta por cima. Isso é evidente e verificável com números. Multiplicamos por quatro a renda em um ano. Passamos de três para 15 patrocinadores”.
O ex-zagueiro também apontou a pandemia do coronavírus como um dos percalços enfrentados no caminho:
“O que acontece é que em 2020 chega o Covid e atrapalha tudo em todos os esportes. Tínhamos um acordo com a ITF, que pagávamos a eles uma quantia muito significativa, eu diria fora do mercado, 40 milhões por ano. Em uma competição parecida, como a ATP Cup, que era a mesma, a Tennis Australia pagou 10 milhões para a ATP”.
O espanhol ainda contou sobre uma reinvindicação de 50 milhões de dólares:
Então estávamos pagando quatro vezes mais. Em 2020 não houve Copa Davis, durante uma parte de 2021 foi disputada a portas fechadas. A questão é que estávamos pagando estava fora do mercado. Após a rescisão pela ITF, há agora uma disputa entre nós na qual reivindicamos até 50 milhões de dólares. Não podemos dizer mais devido a restrições de confidencialidade”.
Para finalizar o assunto Gerard Piqué mostrou-se orgulhoso com o trabalho realizado na Copa Davis. Além disso, contou que queria ter investido mais:
Investimos mais de 100 milhões na Copa Davis em quatro anos e isso é ultrajante. E queríamos investir mais. Muitas ligas e federações se adaptaram a esta situação e a ITF decidiu não querer renegociar os termos. Então de um dia para o outro acabou com o convênio e tivemos que nos adaptar como empresa”.
Kosmos e a volta ao tênis
Muitas pessoas acham que a parceria entre a empresa e a Copa Davis foi um fiasco. Neste sentido, o jornal Marca questionou se a Kosmos voltaria a atuar no junto ao tênis depois do episódio. Então, Piqué ponderou alguma dificuldades:
Poderia voltar se houvesse uma oportunidade que me conviesse, pois o tênis é um esporte que amo. E é o terceiro em popularidade no mundo depois do futebol e do basquete. Mas existe o risco de que, se você não modernizar, isso vai custar caro no futuro. Tem uma média de fãs de mais de 40 anos e é difícil ficar viciado em jogos que você não sabe quando terminam. No ‘Grand Slam’ podem durar seis horas. É muito épico, mas não é fácil para os jovens que acompanham o esporte”.