A história do tênis é muito rica em termos de jogadores e partidas históricas. Dessa maneira, com o passar dos anos, sempre chega uma nova geração de tenistas que conquistam os fãs. Neste sentido, uma das tenistas que conquistou o circuito nos últimos anos foi a britânica Emma Raducanu, que conquistou o US Open 2021, aos 18 anos.
Porém, dois anos depois a atleta chama a atenção não só pelo nível apresentado, mas também pela rotatividade de treinadores. Sobre o assunto, Raducanu deu uma justificativa chocante. Confira!
August 2nd, THE FUN PART. 1st time back on court ♥️? pic.twitter.com/lnnspztXrz
— Emma Raducanu (@EmmaRaducanu) August 2, 2023
A curta carreira de Emma Raducanu
A tenista britânica se destacou desde jovem no circuito feminino, assim ainda na época de juniores, Raducanu conquistou sete títulos, de 2015 a 2018. O primeiro troféu foi na Nike Junior International, seguido pelos ITF de Hamburgo, Oslo, Chandigarh Lawn Tennis, Nova Delhi, Biotehnos Cup e Šiauliai Open.
No ano de 2018, Raducanu se profissionalizou e disputou alguns torneios do circuito inferior aos da WTA, onde faturou três canecos: Tiberias, Antalya e o W25 Pune. A estreia no circuito principal se deu em Wimbledon 2021, após um “wild card”, onde chegou nas oitavas de final. A saber, Raducanu desistiu devido um ataque de pânico e ansiedade.
Já no Grand Slam seguinte, o US Open, a tenista se tornou a primeira jogadora que furou o qualificatório de simples na “Era Aberta” e ganhou o título de Grand Slam. Assim, Raducanu ganhou o Major estadunidense sem perder nenhum set no torneio. O sucesso transpareceu no ranking da WTA, onde alcançou o 10º lugar no ranking, em 2022.
Raducanu explica o rodízio de treinadores
Desde muito jovem a tenista britânica foi uma prodígio da bolinha amarela. Dessa maneira, sempre se esperou que ela chamasse a atenção somente pelo seu estilo de jogo e conquistas. Porém, após o seu título de Grand Slam, a tenista chamou a atenção nos últimos dois anos pela grande troca de técnicos, foram cinco treinadores desde 2021.
O primeiro comandante de Raducanu foi Nigel Sears, que a guiou até as oitavas de final Wimbledon, em 2021, rompendo logo em seguida. O responsável por treinar a britânica até a conquista do US Open foi Andrew Richardson, que se separou após a final do torneio. Torben Beltz, Dimitri Tursunov e agora Sebastian Sachs completam a lista de separação.
Sem muitas papas na línguas e com uma análise sobre a relação com os seus treinadores, Raducanu apontou o porque troca constante. Ao programa “Today”, da BBC Radio 4tenista, a jogadora se definiu como desafiadora e que não mudará o seu jeito:
Faço muitas perguntas aos meus treinadores. Em certas ocasiões, eles não conseguiram responder às perguntas que lhes fiz e talvez seja por isso que não continuam. É algo que sempre fiz e vou continuar fazendo. Provocar e a fazer perguntas aos treinadores e também a desafiar a sua forma de pensar, preciso entender o porquê e então farei”.
I have really enjoyed Seb’s coaching and working with him, it’s unfortunate that circumstances made it unfeasible for both of us to continue right now and we have decided to part ways. I wish Seb all the best moving forwards. ? pic.twitter.com/wrewLWVDVS
— Emma Raducanu (@EmmaRaducanu) June 1, 2023
A temporada de 2024 da britânica
Neste ano, Emma Raducanu disputou apenas cinco torneios e não passou das oitavas de final em nenhum deles. No mês de maio, a tenista anunciou que passaria por três cirurgias e assim perderia o resto da temporada de 2023 para se recuperar totalmente.
A campanha da britânica no ano foi a seguinte: eliminada nas oitavas do WTA 250 de Auckland, na Nova Zelândia, e do WTA 1000 de Indian Wells. Na segunda rodada do Australian Open, e na estreia do WTA 1000 de Miami e do WTA 500 de Stuttgart.
Raducanu já iniciou o processo de fisioterapia. Desse modo, ela pretende voltar as competições da WTA no ano de 2024. Porém, ainda não definiu o calendário para o seu retorno ao circuito. Atualmente, a jogadora está na 280º colocação do ranking da WTA.
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