O principal torneio disputado no saibro está chegando, estamos falando de Roland-Garros 2023. A disputa da chave principal começa no dia 28 de maio e a grande decisão está marcada para o dia 11 de junho.

Este ano a competição promete ser muito acirrada e com muitas histórias boas para contar. Tanto na chave feminina, quanto na masculina, a edição de Roland-Garros não vale apenas o troféu.

O que está em jogo em Roland-Garros 2023?

Ganhar o torneio parisiense faz seu nome ser cravado na história do tênis mundial. Mas a edição deste ano não vale somente isso para alguns tenistas. Além de recordes, subir no ranking da ATP ou WTA, e a briga pela liderança dos mesmos agitam o campeonato.

Novak Djokovic x Carlos Alcaraz

O primeiro aperitivo para o fã de tênis acompanhar Roland-Garros 2023 é a briga pelo posto de líder do ranking da ATP. Os dois tenistas estão separados por 365 pontos, Djokovic possui 7,135 pontos, já o seu rival espanhol tem 6,770.

Alcaraz já pode retomar a liderança do ranking no Masters 1000 de Roma, que ocorre entre os dias 10 e 21 de maio. Para isso acontecer o espanhol precisa vencer o Masters 1000 de Madrid e ganhar ao menos um jogo no torneio italiano. A saber, Alcaraz venceu a edição passada do campeonato espanhol.

Mas a questão é: que mesmo com esse cenário ocorrendo a diferença de pontos entre os dois seria pequena. Logo, a chance de abrir pontos de vantagem ou consolidar a liderança fica para Roland-Garros 2023. Visto que o torneio vale 2,000 pontos. Além disso, outros tenistas tem possibilidade de assumir a liderança. É o caso de Daniil Medvedev, Casper Ruud e Stefanos Tsitsipas, os jogadores que fecham o top 5 do ranking da ATP.

Rafael Nadal ampliando o seu recorde

O tenista espanhol é o maior vencedor de Roland-Garros com 14 troféus. Nadal também é o atual campeão do torneio. Outro fator a seu favor é que o touro miura ganhou 14 das últimas 18 edições do torneio parisiense. Então, podemos ver o alongamento de seu recorde.

Porém, algo que pode atrapalhar seus planos é a sua lesão atual. Visto que ela já fez Nadal desistir das disputas do Masters 1000 de Monte-Carlo, ATP 500 de Barcelona, Masters 1000 de Madrid, e possivelmente do Masters 1000 de Roma. Assim, ele poderá chegar sem ritmo ou até não jogar Roland-Garros 2023.

Recorde de maior campeão de Grand Slams

Novak Djokovic e Rafael Nadal são os maiores vencedores de Grand Slams da história, cada um com 22. Ou seja, se um dos dois ganharem o torneio se isola como o recordista. Essa disputa promete ser acirrada e se alongar pelos próximos Slams.

Outra curiosidade: nas últimas 18 edições de Roland-Garros, Nadal ganhou 14, Djokovic ergueu 2 troféus, Stan Wawrinka e Roger Federer  venceram uma vez cada.

Iga Swiatek e o domínio no circuito feminino

As chaves femininas de Roland-Garros tem proporcionado gratas surpresas nos últimos anos. Mas duas das últimas três edições foi vencida por Iga Swiatek. Além disso, a polonesa tem ampliado seu domínio pelo circuito. Logo, um dos pontos a se observar em Roland-Garros 2023 é se ela vai continuar sua hegemonia ou se outra tenista vai conseguir destroná-la.

As chaves de duplas

A disputa de duplas sempre reserva bons duelos. Dessa maneira, é sempre bom acompanhar o torneio. Porque algumas vezes parcerias consolidadas ganham, em outras uma união pontual leva a melhor. Então, essa imprevisibilidade torna a disputa gostosa.

Os tenistas brasileiros

Por fim, mas não menos importante. Roland-Garros possui um carinho e um lugar especial no coração do fã brasileiro. Afinal, são algumas marcas legais em solo francês: o tricampeonato de Guga, os títulos de Maria Esther Bueno e Marcelo Melo nas duplas, além de várias boas campanhas nas chaves juvenis, simples, duplas, no feminino e masculino.

Em Roland-Garros 2023 não será diferente. O Brasil vai estar bem representado em todas as chaves. Beatriz Haddad Maia, Laura Pigossi, Caroline Meligeni, Luísa Stefani e Ingrid Martins são as representantes femininas do país. Já na chave masculina temos: Thiago Monteiro, Felipe Meligeni, Marcelo Melo, Rafael Matos e Marcelo Demoliner.