Uma das notícias que pegou todo mundo de surpresa nesta sexta-feira (31), foi a liberação de russos para disputar o Wimbledon 2023. O torneio é um dos principiais no cenário mundial de tênis e conta muitos pontos para o ranking da categoria. Os atletas poderão competir sob bandeira neutra e após assinarem uma declaração de neutralidade.
Nesse documento, ele se comprometem a não deixar nenhuma declaração de apoio à invasão comandada por Vladimir Putin. Essa decisão para a liberação dos atletas foi tomada depois de muita pressão e também possíveis sanções da ATP e WTA para competições inglesas. Com isso, a organização teve que mudar as políticas do torneio para esse ano.
Entenda mais a história da proibição de Wimbledon
Na temporada passada, atletas russos e bielorrussos foram proibidos de participar do torneio, por conta da invasão da Rússia a Ucrânia. Isso abalou o mundo todo e impactou o esporte. A liberação para 2023 ocorreu depois de uma análise de que os atletas não podem competir com financiamento do estado russo e de nenhum problema com os jogadores nesse ano que atuaram neutros.
Abre aspas para o posicionamento
“Continuamos condenando totalmente a invasão ilegal pela Rússia e nosso apoio sincero permanece com o povo da Ucrânia. É nossa opinião que, considerando todos os fatores, estes são os arranjos mais apropriados para o campeonato deste ano”, disse o presidente do AELTC, Ian Hewitt
Wimbledon sem valer pontos para o ranking mundial?
A proibição de russos e bielorrussos na chave de Wimbledon do ano passado criou um grande problema para as entidades que comandam os circuitos masculino e feminino. ATP e WTA tentaram contornar a situação e acabaram não distribuindo pontos no torneio.
Desta forma, realizar mais uma vez um dos maiores torneios do tênis sem pontos para o ranking mundial seria muito arriscado e gerar uma revolta com os jogadores do circuito.
Foto destaque: divulgação/SUSA/ Icon Sports