O início do atual capitão da Seleção Brasileira de vôlei não foi o mais fácil. Filho do então treinador da equipe adulta, Bernardinho, Bruninho sofreu com críticas sobre seu merecimento.
O campeão olímpico no Rio 2016 revelou que um experiente integrante daquela geração multicampeã nos anos 2000 foi muito importante mentalmente para incentivar o jovem levantador. Confira.
Início de Bruninho na Seleção Brasileira de vôlei
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Um episódio marcante remete ao momento em que o camisa 1 recebeu duras críticas por parte da torcida e imprensa sobre a preferência de Bernardinho por seu filho em vez de Ricardinho, um dos melhores na época.
Apesar dos comentários, Bruninho não desistiu. Venceu muitos títulos, inclusive o ouro olímpico no Rio 2016. No entanto, o capitão do Brasil revelou que uma pessoa mais experiente daquele grupo o ajudou bastante.
Multicampeão pela Seleção Brasileira e integrante daquele histórico grupo do ciclo de 2004, André Heller conversou com o recém-chegado à equipe adulta, tranquilizando o jovem que já estava recebendo ataques antes mesmo de pisar em quadra.
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O episódio de nepotismo envolvendo Bruninho
No primeiro momento, minha estreia na equipe adulta aconteceu em 2006. Eu havia acabado de conquistar o título da Superliga pelo Cimed em Florianópolis. Vencemos o Minas, fui o melhor levantador daquele ano. Tinha 19 anos. Aí veio a convocação para o Mundial… para fazer parte do grupo.
Minha primeira convocação não foi tão questionada. Eu era apenas o terceiro levantador. O negócio ficou mais pesado quando houve o corte do Ricardinho em 2007. Muitos relacionaram isso ao fato de meu pai ser o treinador.
Aquele Pan de 2007 foi o momento das vaias. Foi difícil, eu era muito jovem dentro de um grupo já vitorioso. Mas o grande lance foi que consegui ser blindado e protegido por esses caras. Lembro muito bem quando houve o corte do Ricardinho.
Andre Heller e eu pegamos o elevador por acaso e ele falou para não me preocupar, que obtive a convocação por mérito, apesar dos comentários. Disse que o que aconteceu estava totalmente fora do nosso alcance…
então aquela fala me deixou muito mais tranquilo. Você ter o aval do grupo, por sua dedicação, te respeitarem, ajudou. — disse Bruninho Rezende, atual capitão da Seleção Brasileira de vôlei.
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