Com uma carreira de 26 anos no alto nível do vôlei, Carol Gattaz é sinônimo de longevidade e paixão pelo esporte. Aos 43 anos, a central continua quebrando barreiras ao atuar em alto rendimento.

A atleta segue em busca de novos desafios, mesmo após uma lesão séria no joelho em 2023. Recentemente, trocou o Gerdau Minas pelo Praia Clube, deixando claro que ainda há muito por conquistar.

A lesão que quase mudou o curso

Em 2023, Carol Gattaz sofreu uma grave lesão no joelho, rompendo o ligamento cruzado anterior. Apesar do golpe, a possibilidade de diminuir o ritmo nunca foi uma opção concreta para a atleta.

Tinha acabado de conquistar a medalha de prata nos Jogos de Tóquio e no Mundial. Não precisava provar mais nada para ninguém, mas, ao mesmo tempo, eu tinha um objetivo: estar em quadra em Paris“, relembra.

A lesão atrapalhou o plano de participar das Olimpíadas de Paris 2024, mas Carol enfrentou o desafio com a mesma mentalidade que a manteve no topo por décadas:

Não consegui e não foi por falta de tentar.

A motivação de Carol Gattaz

A central acredita que são seus objetivos ousados que a impulsionam a continuar. Para Gattaz, é muito vago caminhar sem saber onde chegar. Com isso, sempre mantém um foco, um objetivo. Seu atual foco é claro: ganhar títulos pelo Praia Clube.

A medalhista olímpica revela que, antes de cada temporada, traça metas detalhadas:

Toda vez que começo um projeto, me pergunto onde eu quero chegar. Quais são as conquistas? Como vai estar meu corpo? Somos movidos a desafios e isso nos dá direção.

O desafio de se provar continuamente

Carol Gattaz admite que a idade traz uma pressão extra. Segundo ela, depois de certa idade, as pessoas ficam curiosas para saber até quando vai permanecer no topo.  

Apesar das perguntas constantes sobre sua aposentadoria, a atleta segue comprometida com o esporte enquanto sentir que pode contribuir:

Amo o que faço e ainda estou produzindo para alguns times, senão eles não me contratariam. Enquanto eu adicionar às equipes e receber propostas, vou continuar jogando.

Equilíbrio entre a paixão e o corpo

Consciente das limitações físicas que a idade impõe, Carol Gattaz também sabe que cuidar do corpo é essencial para prolongar sua trajetória. Além disso, ela reflete sobre os sacrifícios que os atletas fazem ao longo da carreira:

Cabe a nós, indiferente da idade, saber como e quando vamos parar. Temos que abdicar de muitas coisas.

Por ora, a aposentadoria ainda não é uma prioridade. O que importa é seguir com propósito e paixão, buscando novas conquistas e deixando um legado no esporte brasileiro.

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