A bola amarela e azul ainda não tem movimentado as competições entre clubes no vôlei brasileiro. Sendo assim, as equipes usam esse período sem jogos para apresentar as novidades de seus elencos. Além disso, as jogadoras acabam participando de programas e falando um pouco sobre a expectativa para esse retorno das atividades.
Neste sentido, Carol Gattaz, central do Gerdau Minas, participou do podcast No Ataque e conversou sobre vários assuntos. Um deles foi sobre os planos pós-carreira, quais as rotas que vai seguir. Confira!
Carol Gattaz permanece mais uma temporada no Minas
A central está no clube minastenista desde 2014. Assim, é uma das mais longevas do elenco. No clube mineiro, a central conquistou o tetracampeonato do Sul-Americano, o tri da Superliga e do Campeonato Mineiro e o bi da Copa do Brasil.
Recentemente, Gattaz e o clube mineiro anunciaram a renovação de contrato, fato que possibilitou a atleta disputar a 10ª temporada pelo time. Atualmente, a jogadora está se recuperando de cirurgia realizada no joelho, após uma lesão sofrida em uma partida contra o Sesc/Flamengo.
Dessa maneira, Gattaz revelou ao No ataque que já definiu uma data para voltar às competições. Além disso, abriu o jogo sobre as possibilidades que vai seguir após se aposentar das quadras. A saber, a jogadora possui 42 anos.
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Gattaz aponta os motivos que a faria aposentar
Em processo de recuperação da cirurgia no ligamento cruzado anterior do joelho direito, a central apontou o que a faria se aposentar do vôlei:
Eu ainda me sinto muito bem. Eu parei porque me lesionei, mas eu ainda estava performando em alto nível, não é atoa que eu acabei a Superliga com a melhor estatística de ataque. Então, assim eu ainda estou entregando números, quando eu perceber que eu não estou mais conseguindo isso, adicionar ou melhorar o time, no Minas ou em outro, eu mesmo vou me retirar.
A saber, antes da lesão, Gattaz contribuiu com 120 pontos, sendo: oito aces e 22 bloqueios. Além disso, teve uma média de 56% de ataques positivos na campanha do Minas na Superliga. Assim pontuou que pretende atuar mais um tempo:
Porque eu sou movida a desafios, não vou querer ficar para trás. Então, se eu ver que estou perdendo, ficando muito para trás, vou tranquilamente, vou estar em paz, parando. Mas em clubes ainda vou esperar mais um pouquinho apenas.
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Carol Gattaz e o legado a deixar
Quando a central do Gerdau Minas aprofundou mais o tema aposentadoria definiu algumas rotas, a primeira delas foi deixar um legado para as pessoas:
A primeira delas é levar um pouco desse conhecimento que eu tive através dos anos como atleta para as outras pessoas, acho que é muito importante. Eu gostaria muito de fazer porque eu acho que é nosso dever motivar outras pessoas. Porque pelo tempo nessa profissão, mais vejo que realmente o atleta é muito resiliente, ele pode mostrar para as pessoas o quanto é positivo está sempre brigando por algo.
Para ilustrar sua intenção, Carol Gattaz citou as experiências que podem fazer a sociedade melhor. Desse modo, isso seria a motivação da sua felicidade:
A gente pode passar nossas experiências para muita gente, para motivar, para ter uma sociedade melhor. Então, penso muito nisso, porque sempre falei que tudo que eu fiz ao longo desses anos da minha carreira quero deixar para alguém, algum legado, alguma coisa legal. Se for para apenas uma pessoa que eu tiver deixando, já vou estar feliz.
Jornalista e comunicadora
Uma das rotas alternativas da central do Minas seria a área da comunicação. Carol Gattaz já participou de transmissões em competições de vôlei sendo comentarista. Assim, é um caminho natural para ela:
A parte da comunicação, sempre sou convidada para fazer comentários de jogos, que é uma coisa que eu gosto. Trabalhei nas Olímpiadas de Londres, de Pequim, gosto de fazer. Inclusive agora no Pré-olímpico devo fazer alguns jogos, não os do Brasil, mas alguns. Então, mas talvez não seria uma coisa muito fixa. Então, tenho algumas possibilidades.
Por fim, Carol Gattaz citou também que os estudos e a família estão nos planos para quando se aposentar. Porém, que precisar somente organizar as ideias:
Eu gostaria de ficar um pouco mais livre pra realizar esses sonhos que eu tenho de pós-carreira. As coisas da nossa família em Rio Preto e tem algumas oportunidades de estudar também nos Estados Unidos e algumas coisas de esporte. Enfim, tem um monte de coisa na minha cabeça que eu só preciso organizar pra ver quais os períodos certos para fazer cada uma delas.
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