Os Jogos da Juventude é um lugar que dá espaço para jovens de todo o Brasil mostrarem seu talento em diversas modalidades, uma delas é o vôlei. O esporte é muito disputado no país e atrai diversos jogadores, como o caso do levantador Henrique Veiga, do Paraná. O atleta disputou a final e foi um dos destaques ao lado do treinador Alberto Montagnoli.

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A decisão do torneio foi entre Rio de Janeiro e Paraná, o time carioca saiu vitorioso por 3 sets a 0, com as parciais de (25/22, 25/23 e 29/27). No entanto, o duelo foi acirrado e muito equilibrado, Henrique, de 16 anos, comandou as ações do time e foi uma das peças-chave na campanha da equipe na competição.

Início do Henrique no vôlei

O jovem começou seu caminho no vôlei em Guaratuba, uma cidade do litoral paranaense, com 12 anos e jogou por um ano neste time. Quando chegou em 2020, o atleta recebeu uma proposta do tio e que virou técnico até hoje. O convite foi para jogar no Oeste, perto de Cascavel, em Santa Helena e ficou dois anos.

Em 2022, o destino foi o Paranaguá, no litoral, como levantador, três anos seguidos na posição e na seleção também.

Da quadra ao pódio: atleta de vôlei do Paraná brilha nos Jogos da Juventude
Henrique levantando a bola em um jogo do Paranaguá – Divulgação/ Instagram

Desejo de ser levantador veio desde cedo

Henrique Veiga sempre quis ser levantador por ser uma posição que requer muita visão de jogo, aquele que comanda o time com a maior visibilidade da equipe, sendo o capitão. Com isso, mesmo com 16 anos, já mostrou maturidade nos momentos certos e soube da responsabilidade da posição.

“É muito gratificante estar aqui representando esse estado maravilhoso, está na final com o Rio de Janeiro. Acho que o jogo mais difícil, na minha opinião, foi contra o Mato Grosso, na semifinal. Porque a gente entrou de cabeça alta, só que teve em alguns momentos que deixamos levar, relaxamos demais e tomamos muitos pontos e tirou um pouco da concentração”, disse ao relembrar da campanha e dos momentos até a decisão do título.

Esse foi o primeiro Jogos da Juventude de Henrique e todo o ambiente deu uma motivação para continuar mais forte no vôlei. Sabendo que ainda tem muitas coisas para trilhar e amadurecer como levantador e como pessoa.

Henrique tem o tio como ídolo no vôlei

“O meu ídolo é meu tio, o nome dele é Evandro Veiga. Ele que me incentivou desde o começo, nossa, eu vi ele jogar e pensava que ele era o melhor para mim. E até hoje eu levo ele como uma inspiração para tudo”, finalizou Henrique com admiração sobre seu tio.

Da quadra ao pódio: atleta de vôlei do Paraná brilha nos Jogos da Juventude
Henrique com seu tio, seu ídolo no esporte, Evandro Veiga – Divulgação/ Instagram

Treinador do Paraná foi um ponto essencial na medalha de prata

Alberto Montagnoli, 32 anos, foi o comandante do time do Paraná nos Jogos da Juventude. O atual treinador, já foi jogador, mas seguiu em outra carreira profissional que não é do esporte, agora, após um tempo, resolveu entrar nesse meio fora da quadra.

“Quando eu parei de jogar vôlei com 18 anos, eu resolvi estudar e seguir numa outra área da minha vida, a qual é a área química. E, inesperadamente, eu recebi um convite para fazer parte de um laboratório de detecção de talentos lá da Seleção Brasileira de vôlei de praia. Eu tive a oportunidade de estar em Saquarema e vivenciar tudo o que o vôlei brasileiro mais almeja para quem quer ser jogador”

Da quadra ao pódio: atleta de vôlei do Paraná brilha nos Jogos da Juventude
Alberto Montagnoli dando instruções na final dos Jogos da Juventude 2023 – Ribeirão Preto (SP) – Foto: Alexandre Loureiro/COB

“E lá eu tive um estalo que não era dentro da quadra que eu queria estar. Eu queria respirar, eu queria viver vôlei, então logo que voltei eu já fui procurar fazer faculdade de educação física para entrar nesse mundo, agora fora das quadras”, relembrou sobre a transição de carreira.

Alberto fala sobre as peças essenciais do time do Paraná

O treinador apontou duas peças bem importantes dentro da equipe que fizeram o time funcionar: o líbero e o levantador. Para ele, a dupla construiu e armou o jogo muito bem, sendo o grande trunfo do Paraná na final.

“Eu conheci o Henrique quando ele era baixinho, quando ele era novinho, ele é de uma cidade bem perto lá da onde eu trabalho, da onde eu moro, lá de São José dos Pinhares, na região metropolitana de Curitiba. Como ele mesmo menciona ele, o grande ídolo dele é o tio dele, eu tive a oportunidade de jogar com e contra o tio dele” frisou Alberto.

O tio é técnico e treina o Henrique no Paranaguá. Alberto já teve a oportunidade de trabalhar com o Henrique, onde foram campeões paranaenses sub-16, medalhista na Taça Paraná e outros torneios juntos. A confiança do treinador no levantador é grande e isso foi um ponto importante na campanha da equipe.

“O Henrique é um menino bem diferenciado. Ele é muito habilidoso, ele tem uma estatura boa para o nosso esporte, o vôlei. E sempre que ele jogou nas categorias menores, por ele crescer primeiro que os outros meninos, eu sempre preferi que ele jogasse atacando, até pelas habilidades que ele tem. Ele é jogador de vôlei de praia também, então ele é um atleta polivalente. Mas especificamente para os Jogos da Juventude, onde o nível da competição é lá em cima, eu precisava ter um elenco com uma estatura legal”, finalizou.

Alberto explicou porque mudou a posição do Henrique Veiga, mesmo sendo um jogador completo, agora o time já tinha uma altura boa para todas as posições. Com isso, o treinador conseguiu juntar o tamanho e a habilidade do menino na rede do Paraná.

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