O vôlei é um esporte que mexe com o público brasileiro. Isso porque, nas últimas décadas, o Brasil colecionou medalhas, conquistas e craques na modalidade. Desta forma, a base sempre é olhada com bastante expectativa e dois nomes do Rio Grande do Sul foram destaques nos Jogos da Juventude.
Carlos Bortolotto, 17 anos, ponteiro, e Gabriel Sebben, 15 anos, central, representaram a Seleção do Rio Grande do Sul e ficaram com a medalha de prata na competição. Os dois jogadores foram peças fundamentais na equipe do técnico Renato Acosta.
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Dupla pensa no presente e não deixa de olhar o futuro no vôlei
Essa foi a última participação de Carlos nos Jogos da Juventude, já que o limite de idade é 17 anos. O ponteiro estava nervoso antes da final, mas feliz por saber que ainda tem uma longa carreira pela frente no vôlei.
Já tive outras experiências, estou muito nervoso, ansioso também para entrar em quadra e dar o meu melhor. A gente leva com conosco em todas as outras finais futuras que a gente vai jogar também.
Espero que seja só mais uma de várias outras que eu vou jogar”, disse Carlos antes da final.
Carlos Bortolotto já começa a pensar no futuro e ver outras possibilidades, caso não consiga se tornar um atleta profissional. O ponteiro revelou que pretende ir para o sudeste tentar vaga em um clube grande no cenário nacional e se tornar profissional no vôlei masculino.
Eu tenho mais um ano no clube que eu jogo em Caxias, também pretendo tentar virar profissional, fazer uma peneira em algum time, de preferência em São Paulo, Minas Gerais, que é onde se encontra os melhores times atualmente do Brasil.
Mas se não der certo, a gente tem os outros planos.
Por outro lado, Gabriel viveu sua primeira final na competição e já se preparava para continuar representando da melhor forma. O central jogou de maneira perfeita e mostrou um bom desempenho com apenas 15 anos.
Está muito alto porque é a primeira vez que eu venho nesse campeonato. E ver esse ginásio lotado, cheio de gritos, deixa muito ansioso e animado. Eu estou animado para dar meu melhor em quadra. Na maioria das vezes os mais experientes passam um pouco de calma para ajudar os mais novos”, frisou o central do Rio Grande do Sul.
Gabriel ainda falou da conexão do time dentro de quadra e o quanto isso faz a diferença.
A gente se apoia dentro de quase um erra, o outro, tenta consertar o erro e assim a vamos conseguimos equilibrar o jogo e vencer.
Treinador aponta qualidades dos atletas e histórico vencedor da equipe
Renato Acosta Duarte é técnico da APV/UCS Caxias do Sul e neste ano assumiu os treinamentos da escola La Salle Carmo. Com o treinador, a equipe conquistou o título estadual e a vaga para participar aqui dos Jogos da Juventude para o Rio Grande do Sul.

O time conta com atletas de várias idades, com quatro atletas de 2006, alguns 2008 e dois atletas de 2007. A equipe de vôlei do Rio Grande do Sul consegue deixar os mais experientes e conta com os mais novos. Além disso, eles jogam juntos por anos e isso favorece no entrosamento.
Com o resultado, o Rio Grande do Sul voltou para a primeira divisão. Neste ano o estado já conseguiu um título na sub-18 e um vice na sub-17 no campeonato CBS de Seleções.
O Carlos chamamos de indicador. Ele foi o melhor ponteiro do CBS esse ano, tem um recurso muito grande no ataque. Então é uma das principais armas que temos para a virada de bola. E o Gabriel é um jogador um pouco mais baixo, mas ele é central, com bom tempo de bola, rápido e possui um bom tempo de bloqueio.
Conseguimos as vitórias na fase classificatória tendo um bom bloqueio e um bom contra-ataque“, analisou o treinador sobre os dois atletas.