O Tijuca Tênis Clube viajou até o Paraná para duelar contra o Curitiba Vôlei em uma partida válida pela Superliga B nesta última sexta-feira (26).

As mandantes venceram o confronto por 3 x 2. No entanto, um caso lamentável contra três jogadoras do Tijuca aconteceu, quando a torcida do Curitiba teve atos racistas contra as atletas visitantes.

Jogadoras do Tijuca sofrem caso de racismo

Lamentável! Jogadoras do Tijuca sofrem racismo em jogo de vôlei no Paraná
Reprodução/Instagram

Dani Suco, Camilly Ornellas e Thaís Oliveira relataram sons de macaco vindo da arquibancada durante a partida. Suco gravou um vídeo com um torcedor que presenciou os atos lamentáveis:

No segundo set, teve um rally, nós ganhamos, e eu fui para o saque. No momento em que eu estava batendo a bola, escutei, em alto e bom som, barulhos de macaco mesmo.

Não acreditei, olhei para trás e vi que eram muitas pessoas, mas não consegui identificar ninguém. Quando eu saí da quadra, fui perguntar para as meninas se elas tinham escutado, e disseram que sim”, afirmou a jogadora Tijuca.

As jogadoras se juntaram e gravaram um vídeo para falar sobre os relatos racistas.

A CBV já se manifestou com uma nota de repúdio sobre o ocorrido contra as jogadoras do Tijuca, leia abaixo:

A Confederação Brasileira de Voleibol repudia e não admite qualquer tipo de preconceito ou ato discriminatório, e entende que o esporte é uma ferramenta para propagação de valores como o respeito, a tolerância e a igualdade. Como a CBV não tem poder punitivo e nem de polícia, está fazendo o levantamento do material comprobatório – imagens do jogo, súmula, relatório do delegado da partida e manifestações de atletas e clubes envolvidos.

Este material será encaminhado aos órgãos competentes (principalmente Ministério Público, autoridade policial, STJD e Comitê de Ética), para que sejam tomadas todas as medidas cabíveis no âmbito esportivo e perante o poder público e demais instâncias. A CBV acompanhará os desdobramentos do caso e não medirá esforços para que todos os responsáveis sejam identificados e punidos”.

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