Em uma conversa no podcast Ataque Defesa, conduzido pelo jornalista Alê Oliveira, Leandro Toca, ex-jogador da Seleção Brasileira, compartilhou sua visão sobre os grandes nomes do vôlei.

Durante o bate-papo, ele revelou sua seleção ideal de todos os tempos, com companheiros que marcaram sua trajetória profissional.

O curioso é que, ao listar seus preferidos, Toca deixou de fora uma das maiores lendas do esporte brasileiro: Giba.

O oposto e os centrais de Leandro Toca: Marcelo Negrão e dupla histórica

Leandro Toca não hesitou em se incluir na escalação. Ao seu lado na posição de oposto, ele escolheu Marcelo Negrão, referência do voleibol brasileiro e campeão olímpico em Barcelona 92.

Entre os centrais, suas escolhas revelaram vínculos emocionais e esportivos:

Vamos colocar Max, porque quando jogou comigo era central. A gente fez história no Suzano.

O segundo central foi Gustavo Endres, lembrado por sua habilidade e pelo impacto nas jogadas:

Joguei no Banespa, no início do adulto. Arrumou muitas bolas minhas.

Ponteiros: a difícil escolha entre tantos ídolos

Quando chegou a hora de definir os ponteiros, Toca admitiu a dificuldade da tarefa. E citou grandes nomes do vôlei brasileiro, como Giba, Murilo e Tande.

No entanto, suas escolhas finais foram por Nalbert e Tande. Sobre Nalbert, ele comentou:

Fui até o final da carreira dele e também peguei no início, no Banespa, promissor, quando chegou.

A relação com Tande foi igualmente marcante, reforçando o valor das conexões pessoais:

Tande começou comigo em Brasília. Na primeira convocação dele para a Seleção juvenil.

Líbero: Serginho Escadinha, um absurdo em quadra

Para a posição de líbero, não houve dúvidas. Leandro Toca elegeu Serginho Escadinha, um dos maiores defensores da história do vôlei mundial.

Já falamos tanto dele aqui. Ele começou a levantar porque jogou comigo. Levantava como líbero. Ele era absurdo.

Técnico: Josenildo Carvalho, uma questão de gratidão

Leandro Toca optou por fugir do óbvio também na escolha do técnico. Em vez de mencionar nomes consagrados como Bernardinho ou José Roberto Guimarães, ele homenageou Josenildo Carvalho. Segundo ele, foi uma questão de gratidão.

Josenildo foi o cara que me abriu portas. Eu e Tande éramos da base de Brasília, e foi ele que falou que, a partir daquele momento, íamos jogar no adulto. Ele que nos lançou na primeira Superliga, pelo Brasília, em 1988.

Leandro Toca ainda relembrou a tentativa de Josenildo de levá-lo para o Banespa:

Ele tentou, mas não conseguiu. Falar das lendas que temos é fácil, mas não posso esquecer que foi ele o primeiro treinador e teve um olhar diferente para mim.