O vôlei feminino brasileiro sempre foi palco de grandes talentos e histórias inspiradoras, e uma dessas estrelas é Tandara Caixeta, uma oposta que brilhou intensamente nas quadras e conquistou uma medalha de ouro olímpica em 2012. Seu nome se tornou sinônimo de força física, incríveis médias de pontuação e uma energia contagiante depositada na quadra, deixando uma marca indelével no esporte.

Entretanto, atualmente a oposta está afastada do vôlei por conta de um doping. Em sua recente conversa com o jornalista Alê Oliveira, no podcast Ataque e Defesa, Tandara abriu o jogo sobre sua carreira e fez uma revelação sobre sua aposentadoria. Confira!

Tandara Caixeta e sua carreira até suspensão pelo doping

Nascida em Brasília, em outubro de 1988, Tandara iniciou sua jornada no vôlei de alto nível aos 16 anos, quando entrou em quadra pela primeira vez na Superliga, defendendo as cores do Brasil Telecom em 2005. A partir desse momento, sua trajetória só conheceu ascensão, e ela rapidamente se tornou uma das jogadoras mais promissoras do país, conquistando recordes em todos os níveis.

Tandara percorreu diversos clubes ao longo de sua carreira, contribuindo com sua habilidade e determinação em cada um deles. Ela deixou sua marca no Brasil Telecom, passou pelo Osasco, Pinheiros, Cativa, Vôlei Futuro, Sesi-SP, Campinas, Praia Clube, Minas e retornou ao Osasco. Cada etapa de sua jornada foi marcada por momentos memoráveis e contribuições valiosas para suas equipes.

Em 2018, Tandara teve a oportunidade de expandir sua carreira além das fronteiras nacionais, quando se aventurou no vôlei chinês com a equipe Guangdong Evergrande. Seu talento e paixão pelo jogo continuaram a brilhar quando retornou ao Brasil, onde representou o Sesc-RJ e, posteriormente, voltou ao Osasco, sua casa por tantos anos.

Com um currículo invejável, Tandara conquistou a Superliga de 2011/12 com o Osasco, e seus feitos individuais são igualmente impressionantes. Ela detém recordes de maior pontuação na Superliga e em uma única partida, acumulando títulos de MVP da final da Superliga, maior pontuadora, melhor sacadora, melhor atacante e melhor oposta em várias edições.

Na seleção brasileira, Tandara também fez história, contribuindo para conquistas significativas, incluindo os Campeonatos Sul-Americanos Sub-18 e Sub-20, o Mundial Sub-18, o Mundial Infanto-Juvenil e o Mundial Juvenil. Em nível profissional, sua lista de conquistas é impressionante, incluindo a medalha de ouro olímpica em 2012, o Pan-Americano Guadalajara, o Campeonato Sul-Americano, o hexacampeonato do Grand Prix, o Montreux Volley Masters, a Copa dos Campeões e o Torneio de Alassio.

Tandara e sua aposentadoria

Como dito anteriormente, a oposta segue suspensa do vôlei mundial pelo caso de doping na Olímpiada de Tóquio. Neste sentido, Tandara sofreu múltiplos ataques após o ocorrido e quando questionada por Alê Oliveira abriu o jogo sobre a aposentadoria profissional:

Passou, hoje não passa mais. Mas a questão da vergonha, das situações em que eu passei na rua, só eu e o Kleber que nós vivemos ali dentro de casa, ele vendo meu sofrimento, ele acompanhando todo esse processo que ele sabe. Quem está de fora não percebe e a vida é muito além das redes sociais”.

A relação com as redes sociais e Tandara Caixeta

Portanto, por causa dessa perseguição nas redes sociais, a campeã Olímpica precisou dosar o quanto acessava elas. O afastamento é tão longo que até o profissional que cuida de sua carreira precisa dar broncas na oposta:

Hoje eu estou muito mais afastada das redes e aí até mesmo o menino que cuida que é o Rafael ele fica: ‘Tand tem que aparecer um pouquinho mais’. Assim falei: “Rafa, eu tenho que me sentir muito bem. Então, é que eu não tenho essa cobrança para que eu apareça todos os dias.

Principalmente, porque querendo ou não os meus seguidores eles já sabem que quando eu não apareço é porque não estou muito bem. Aí vem aquela pergunta no direct e às vezes dou uma aparecida pra acalmar todos”.

Dessa maneira, Tandara tenta ser mais natural possível nas redes, mas afirmou que elas foram um dos motivos em pensar em parar. Porque as pessoas julgavam e falavam sem saber e assim espalhavam mentiras:

Eu tento compartilhar os momentos mais verdadeiros do dia a dia mesmo, rotina do que realmente acontece, ser o mais natural possível. Então, pensei lá trás sim em parar, mas por conta de todas essas situações, os julgamentos, as pessoas não saberem exatamente nada e divulgarem pelo que vê na internet, em reportagens e o que se resume em mentiras. E aí não perguntam para você se é ou não”.

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