O vôlei feminino brasileiro conta com grandes jogadoras e uma delas é Tandara Caixeta, oposta campeã olímpica em 2012. Além disso, a brasiliense ficou conhecida pela sua força física, grandes médias de pontuações e energia depositada na quadra.

Entretanto, atualmente a oposta está afastada do vôlei por conta de um doping. Em sua recente conversa com o jornalista Alê Oliveira, no podcast Ataque e Defesa, Tandara abriu o jogo sobre sua experiência na China e a sua lesão no tornozelo. Confira!

Tandara Caixeta e sua carreira até suspensão pelo doping

A oposta nasceu em Brasília, em outubro de 1988. Aos 16 anos, disputou sua primeira Superliga pelo Brasil Telecom, no ano de 2005. A partir daí, foi só subindo na carreira e alcançando recordes em todos os níveis. Assim também, foi na seleção, onde foi uma das referências, até a suspensão.

Depois de defender o Brasil Telecom, por duas temporadas, Tandara chegou ao Osasco, em 2007. Posteriormente, passou por: Pinheiros, Cativa, de Brusque-SC, Vôlei Futuro, Osasco, Sesi-SP, Campinas, Praia Clube, Minas, Osasco.

Já em 2018 teve sua primeira experiência internacional, pela equipe chinesa Guangdong Evergrande. Na temporada 2019/2020, Tandara foi contratada pela equipe do Sesc-RJ, no ano seguinte retornou ao Osasco.

Com esse currículo recheado, Tandara conquistou a Superliga de 2011/12, com o Osasco. Assim também, possui os recordes de maior pontuação da Superliga e de uma partida, foi eleita a MVP da final da Superliga, maior pontuadora, melhor sacadora, atacante, oposta em várias edições.

Pela seleção brasileira conquistou os Campeonatos Sul-Americanos Sub-18 e Sub-20, Mundial Sub-18, Mundial Infanto-Juvenil e o Mundial Juvenil. Já na equipe profissional, ganhou o ouro olímpico em 2012, Pan-Americano Guadalajara, Campeonato Sul-Americano, hexacampeã do Grand Prix, Montreux Volley Masters, Copa dos Campeões e Torneio de Alassio.

 

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Tandara comenta experiência na China

Mesmo se destacando desde nova, Tandara optou por jogar aqui no Brasil do que no exterior. Somente em 2018 foi ter sua primeira experiência internacional, na China. A oposta foi contratada pelo Guangdong Evergrande.

Quando questionada por Alê Oliveira sobre a sua temporada no vôlei asiático, Tandara apontou coisas boas e ruins. A oposta brasileira contou como se sentia quando foi contratada pelo novo clube:

Então, foi em partes, eu tive um crescimento absurdo para eu colocar meu pezinho no chão e valorizar tudo aquilo que eu tinha aqui no Brasil. Porque naquele momento eu fui, eu estava me sentindo uma rainha, maravilhosa, melhor jogadora, vou aqui fazendo meu trabalho.

Por outro lado, criticou a infraestrutura disponibilizada pelo time chinês:

Eu poderia estar recebendo milhões, mas eu tinha dois pares de meia, duas bermudas e duas camisetas. Eu chegava do treino de manhã e tinha que lavar no banheiro para usar no outro dia de manhã.

Em seguida, Tandara comparou a sua situação com a vivida no vôlei brasileiro e apontou a valorização como peça importante:

Essa era a minha estrutura de treino. Então, é para dar valor para Sandra que está lá em casa todo dia me aguentando chata ali. Para a gente valorizar isso mesmo, e a gente valorizar o que temos aqui no Brasil. Por exemplo, sempre joguei em times aqui e eu recebia cinco, dez, quinze camisas e usava, podia treinar a semana inteira que não iria faltar.

A pior lesão da carreira de Tandara Caixeta

Ainda sobre o se período no vôlei chinês, a oposta contou sobre a sua lesão no tornozelo. Tandara fez uma revelação impactante sobre o momento da carreira:

Foi a lesão mais grave que eu tive na minha vida, torci meu tornozelo. Logo depois, eu exportei o Urso, tirei ele daqui e mandei para a China, na hora que ele pegou no meu pé ele ficou ‘Meu Deus’. Hoje ele fala, mas ele não poderia falar naquele momento: ‘Eu pensei que você não iria jogar nunca mais’. Foi muito sério.

Sobre a sua recuperação, a campeã Olímpica contou como foi sua superação e que voltou antes do tempo. A saber, mesmo recém recuperada, Tandara teve média de 15 pontos por partida no campeonato.

Eu fiquei fora das quadras, tendo que recuperar lá, eu não podia vim para cá. Eu tive que recuperar lá e tinha que jogar a fase final. Então, no ano anterior o time que eu fui jogar tinha terminado em oitavo lugar.

Quando fui para lá, o objetivo do time era chegar em sétimo, ou seja, uma posição acima, e a gente terminou em sexto. Para mim isso foi uma vitória, mesmo sendo machucada, estando na fase final. O meu pé estava uma bola, porque voltei antes do tempo, teve toda uma recuperação assim, mas conseguimos”.

Por fim, mesmo com todas essas adversidades, Tandara Caixeta não se arrependeu e concluiu que a experiência valeu a pena:

Valeu a pena pelo aprendizado, pela cultura de conhecer um novo país,  de ver como as coisas funcionam, de que o voleibol de lá é completamente diferente do que a gente vive aqui. As meninas são muito mais restritas, não tem toda essa liberdade que temos aqui. Então, eu aprendi muito, foi um aprendizado tanto dentro quanto foras das quadras.

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