Aos 37 anos e com uma carreira repleta de conquistas, Thaisa, uma das maiores centrais do voleibol brasileiro e bicampeã olímpica, já começa a refletir sobre o futuro.

Embora tenha se despedido da Seleção Brasileira, seu desejo de se manter no topo é evidente, e suas palavras mostram que a aposentadoria não está tão distante.

Paixão pelo esporte e a vontade de continuar

Mesmo com uma coleção de títulos, Thaisa não se acomoda. Para ela, a motivação vem da vontade de se manter no topo e não da necessidade de conquistar algo inédito.

Independentemente de eu ter ganhado muitos títulos brasileiros, acho que isso não muda a situação de querer mais e querer estar sempre levando o meu time ao pódio. Não é aquela coisa assim de: ‘ah, quero esse título porque eu nunca tive’, mas porque quero me manter lá no topo, entende?“, reflete Thaisa.

Thaisa
Thaisa anunciou sua aposentadoria da Seleção Brasileira (Divulgação/Volleyball World)

Sua paixão pelo esporte é o que a impulsiona a continuar, desde que sua mente e corpo estejam em sintonia:

Penso que enquanto estiver em alta performance, estiver bem, enquanto minha mente estiver satisfeita, feliz e fazendo com felicidade, eu quero continuar.

A dor e os limites do corpo

Com o passar dos anos, a rotina intensa e as dores frequentes começaram a ser uma parte constante na vida de Thaisa. Embora ainda tenha energia para competir em alto nível, ela admite que monitora seu desempenho de perto para saber quando será o momento de se despedir das quadras.

No momento em que eu sentir que eu estou cansada, que a rotina já está me pegando ou de dores, porque eu tenho muitas dores diariamente, se estiver me atrapalhando demais, aí eu acho que é o momento que eu vou avisar a minha saída. Não quero deixar chegar em um rendimento ruim“, explica a central.

Thaisa destaca a importância de parar no momento certo

Para Thaisa, a transição para a aposentadoria é algo que precisa ser feito com cuidado. Ela reconhece que continuar jogando em um nível abaixo do que está acostumada pode gerar frustração e impactar sua relação com o esporte.

Acho que a gente tem que saber o momento certo de parar, tem que saber o momento de fazer a transição, até mesmo para não se frustrar, porque quando você é um grande competidor durante muitos anos jogando em altíssimo nível, quando você começa a cair de rendimento, que é natural com o passar do tempo, pode criar uma frustração muito grande.

Thaisa, que já se despediu da Seleção Brasileira, segue sua trajetória nos clubes, focada em terminar sua carreira de maneira positiva e em alta performance.

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